Genealogia
Família Coelho Rodrigues
Genealogia
Família Coelho Rodrigues
Família Coelho Rodrigues
Descendentes de Valério Coelho Rodrigues
Descendentes de Valério Coelho Rodrigues
Notas sobre Joaquim de Sousa Martins: Foi o comandante das armas da Província do Piauí, de 24 Jan 1823 a 23 Mar 1825. Foi membro da Junta do Governo Provisório de 24 Jan 1823 a 19 Set 1824. Em 1820 era proprietário das fazendas Terra Nova e Carnaíba.
No seu registro de batismo consta: "aos quatorze de dezembro de 1774, na fazenda Terra Nova ribeira do Itaim, batizei solenemente e pus os santos óleos a Joaquim, filho legítimo de Manoel de Sousa Martins e de Ana Rodrigues Coelho, moradores na dita fazenda, foi padrinho o mesmo batizante e Quitéria Vieira de Carvalho, solteira, moradora na fazenda da Volta ribeira do Canindé, por seu procurador Faustino Correia Jaques".
Notas sobre Maria Josefa de Sousa Martins: Batizada em 12.09.1797, sendo padrinhos s/ tio paterno Joaquim de Sousa Martins e Ana Joaquina Freire de Andrade. Foi sepultada na Igreja Matriz de Oeiras, hoje Catedral, no mesmo túmulo que em 1856 recebeu os restos mortais de seu pai, o Visconde da Parnaíba.
Notas sobre Dorotéia Maria de Santana: Não deixou descendentes.
Notas sobre Galdina Augusta dos Santos: Veja família de B.3.2.1
Notas sobre Galdina Augusta dos Santos: Veja família de B.3.2.1
Notas sobre Benedito Ferreira de Carvalho: Bugio, São João, Piauí.
Notas sobre Benedito Ferreira de Carvalho Filho: São João, Piauí.
Notas sobre Michaela Ferreira de Carvalho: São João, Piauí.
Notas sobre Saturnino Ferreira de Carvalho: Faleceu solteiro no Rio de Janeiro.
Notas sobre Manoel Clementino de Carvalho: São João, Piauí. Faleceu solteiro.
Notas sobre José Ferreira de Carvalho Sobrinho: São João, Piauí.
Notas sobre Casimiro Clementino de Sousa Martins: Veja família de B.1.8.11
Notas sobre Maria Clementino de Carvalho: Faleceu solteira.
Notas sobre Jesuína Clementina de Carvalho: Faleceu solteira.
Notas sobre Izabel Ferreira de Carvalho: Teresina, Piauí.
Notas sobre Raimundo Borges da Silva: Foi prefeito de Floriano, vice-governador do Piauí e deputado à Assembleia Legislativa do mesmo Estado, da qual foi presidente.
Notas sobre Sebastião Ferreira de Carvalho: Faleceu solteiro.
Notas sobre Eliseu Clementino de Carvalho: Faleceu solteiro.
Notas sobre Benjamim Clementino de Sousa Martins: Faleceu solteiro.
Notas sobre José Luis da Silva Moura: Bacharel. Foi juiz de direito em Oeiras.
Notas sobre Helvídio Clementino de Aguiar: Bacharel em direito pela Faculdade do Recife, turma de 1872; magistrado no Maranhão e no Piauí. Como desembargador, foi o primeiro presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, criado em 1891.
Ele pertencia a uma das famílias mais distintas do Estado. Filho único do tenente-coronel Raimundo Tomás de Aguiar e dona Carolina Clementina de Sousa Martins Aguiar.
Ficando órfão de pai aos quatro anos de idade, teve sua educação cuidada e dirigida pela mãe, primeiro com o auxílio da avó paterna, também viúva; e, com a morte desta, passaram ambos a residir na cidade de Oeiras, que acabava de perder o status de capital do Piauí, em companhia da avó materna, que também era viúva.
Em face dessas mudanças iniciou os estudos em Teresina (ex-vila do Poti), então capital do Piauí desde 16 de agosto de 1852, prosseguindo em Oeiras e continuando novamente em Teresina, para onde retornou passando a viver em companhia do tio, padrinho e tutor, coronel José Cândido de Aguiar. Porém, de pouca duração foi sua permanência em Teresina, logo sendo mandado para prosseguir nos estudos, como aluno interno, no Seminário das Mercês, em São Luiz do Maranhão, sendo aluno do afamado filólogo maranhense Francisco Sotero dos Reis (1800 – 171).
Concluído, então, o curso de Humanidades, muda-se para Salvador matriculando-se na Faculdade de Medicina da Bahia. Porém, logo descobre não ter vocação para a área médica, mudando-se para Recife, onde matricula-se no curso jurídico da Faculdade de Direito, concluindo-o em 9 de novembro de 1872. Foi contemporâneo de Rui Barbosa, Castro Alves, Joaquim Nabuco e Coelho Rodrigues.
De regresso à terra natal, fixou residência em Teresina, à Avenida Frei Serafim, 90, passando a atuar na advocacia, na imprensa e na política.
Filiando-se ao Partido Conservador elegeu-se deputado provincial em duas legislaturas (1874–1875 e 1875–1876). Colaborou nos jornais O Piauhy e A Época, este último em 1878.
Foi nomeado para os cargos de procurador do Tesouro Provincial e professor da Escola Normal.
Entretanto, logo mais ingressaria na magistratura como juiz municipal nos termos reunidos de São Francisco e São José dos Matões, na província do Maranhão. Depois de cumprir o quadriênio necessário ascendeu ao cargo de juiz de direito nas comarcas de União, Campo Maior e Teresina, no Piauí, onde se achava quando da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.
Em 1891, com a morte prematura do governador Jaime de Albuquerque Rosa, foi Helvídio de Aguiar aclamado para substitui-lo. Entretanto, recusou o cargo indicando em seu lugar o Bacharel Gabriel Luís Ferreira, que, de fato, foi eleito e empossado.
No entanto, nessa conjuntura envidou seus esforços para criar o Tribunal de Justiça do Piauí, tirando-o, assim, da tutela maranhense, vez que desde 1813 o Piauí estava subordinado à Relação do Maranhão. Então, o primeiro ato do Governador Gabriel Luís Ferreira foi criar o referido tribunal, através do decreto n.º 1, de 10 de junho de 1891, sendo o mesmo solenemente instalado em 1º de outubro do mesmo ano. Nessa data tomaram posse os cinco desembargadores de sua composição, sendo três oriundos da magistratura e dois da advocacia, nessa ordem: Álvaro de Assis Osório Mendes, Helvídio Clementino de Aguiar, João Gabriel Baptista, Augusto Collin da Silva Rios e Polidoro César Burlamaqui. Por votação de seus pares foi Helvídio Clementino de Aguiar eleito e empossado no cargo de presidente da nova corte de justiça.
Helvídio de Aguiar atuou na magistratura até o ano de 1914, quando obteve a merecida aposentadoria, aos 66 anos de idade, passando então, exclusivamente a administrar suas fazendas, que não eram poucas, inclusive a conhecida Serra Negra, no município de Valença, herdada de seu bisavô, o Visconde de Parnaíba, que a comprara aos herdeiros do coronel Luís Carlos Pereira de Abreu Bacelar (Luís Carlos da Serra Negra).
Faleceu em Teresina, tendo a felicidade de ter visto a projeção de seus descendentes na política e na vida econômica e social do Piauí. Foram governadores do Piauí, o filho Eurípides Clementino de Aguiar (1916 – 1920) e os genros Antonino Freire da Silva (1910 – 1912) e João de Deus Pires Leal (1928 – 1930). Com essas notas resgatamos a memória de um honrado magistrado, primeiro presidente do Tribunal de Justiça do Piauí.
Por: Reginaldo Miranda
Notas sobre Maria Emília: Faleceu solteira.
Notas sobre Godofredo Aguiar: Faleceu solteiro.
Notas sobre Antonino Freire da Silva: Ingressou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1894 e concluiu o curso em 1899. Depois de formado voltou ao estado natal e durante o governo de Álvaro de Assis Osório Mendes foi diretor de obras públicas. Sua gestão caracterizou-se pela construção e reforma de vários prédios públicos. Além dessa atividade, foi professor do Liceu Piauiense e de outras escolas do estado. Também escreveu para vários jornais e revistas como A Imprensa, Habeas Corpus e O Nortista, e fundou o jornal A Pátria, ao lado de Miguel Rosa e Abdias da Costa Neves. Em 1908, quando Anísio Auto de Abreu foi eleito governador do Piauí, foi escolhido vice-governador do estado e acumulou o cargo de diretor de obras públicas. Como a morte do governador em 1909, assumiu o governo do estado Manuel Raimundo da Paz. Em 15 de março de 1910 foi sua vez de assumir o governo, o que fez até ser substituído pelo novo governador Miguel de Paiva Rosa em 1º de julho de 1912. Durante esses dois anos, realizou diversas obras: iniciou o serviço de iluminação de Teresina e a construção do cemitério municipal, criou a Escola Normal, a biblioteca pública, a imprensa oficial, a escola de aprendizes artífices e ampliou o serviço de abastecimento de água da capital. Em 1913 elegeu-se deputado federal na vaga aberta com a morte do deputado federal João Gayoso. Exerceu o mandato até 1916. Em 1919 foi eleito pela primeira vez senador pelo estado do Piauí, até o ano de 1926. Voltou a ocupar um lugar no Senado em abril de 1930, mas no mesmo ano teve o mandato interrompido com a vitória da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder e extinguiu todos os órgãos legislativos do país. No Senado, foi membro da Comissão de Obras Públicas e Empresas Privilegiadas. Durante seu mandato, também trabalhou, ao lado dos senadores Pires Rebelo, Eurípedes Clementino de Aguiar, Aristides Rocha e Mendes Tavares, na revisão do contrato entre a União e a Companhia de Melhoramentos do Maranhão para a incorporação em suas obras do trecho da estrada de ferro entre as cidades de Petrolina (PE) e Teresina e seus ramais situados em território piauiense.
Notas sobre Simone Rosa: Faleceu solteira.
Notas sobre Eurípedes Clementino de Aguiar: Foi o primeiro de sua turma, na Faculdade de Medicina da Bahia, com direito a prêmio de viagem à Europa. Foi Prefeito de Floriano, Governador do Piauí, no período de 1916 a 1920, Deputado Estadual e Federal e Senador da República.
Notas sobre Maria Luzia: Faleceu solteira.
Notas sobre Maria dos Anjos: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Cristina Rosa: Faleceu solteira.
Notas sobre Júlia Rosa: Faleceu solteira.
Notas sobre Maria Augusta de Aguiar: Herdou a famosa Fazenda Serra Negra, de muito gado, grande extensão de terra, com caça de toda espécie, onde era proibida qualquer tipo de matança de animais e derrubada de árvores. Vendida, pelos herdeiros, para um grupo cearense, que, por sua vez, a revendeu para o Grupo Edson Queiroz, também do Ceará. No dia 15 de março de 2006, o Governador Wellington Dias, por força do decreto nº 12.135, fez o tombamento da Fazenda Serra Negra e seu entorno, situado no município de Aroazes.
Notas sobre Nei Ferraz: Foi Conselheiro do Tribunal de Contas do Piauí.
Fez os estudos preparatórios no Liceu Piauiense. Quando o pai faleceu, para garantir os seus estudos, ingressou no Seminário São Francisco, na Paraíba, onde formou-se em Filosofia e iniciou o curso de Teologia, abandonando-o com pouco meses para concluí-lo. Por pouco menos de três meses não se ordenou padre. No período em que esteve na Paraíba, foi colega de turma, e depois grande amigo, do escritor, governador daquele Estado, ministro da Viação e Obras de Getúlio Vargas, o José Américo de Almeida, ex-candidato a presidente de República nas eleições abortadas de 1937. Aquele mesmo, da famosa entrevista concedida a Carlos Lacerda, em que fez duras críticas a seu antigo chefe. O curso de Teologia ele veio concluir em Teresina, no governo diocesano de Dom Joaquim Antônio de Almeida. Gostava muito de ler. Falava diversas línguas. Depois, formou-se em Farmácia, pela Faculdade de Medicina da Bahia, na turma de 1909. Regressando a Teresina, estabeleceu a Farmácia Ferraz, logo uma das mais destacadas da cidade. Administrada, maravilhosamente, por Maria Augusta, uma mulher de fibra, danada, muito esperta, ninguém lhe passava a perna. A Farmácia Ferraz, era uma casa importadora e exportadora de drogas, produtos químicos e especialidades farmacêuticas nacionais e estrangeiras. Tinha uma na Rua Grande (hoje Álvaro Mendes), 26, e outra na Rua Rui Barbosa, 15.
Formou-se, ainda, em Direito pela Faculdade de Direito do Piauí, tendo sido concludente da primeira turma (1935). Foi membro da Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Piauí. Foi diretor da Mesa de Rendas do Estado. Elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Teresina (1916 a 1920), da qual foi presidente. Inspetor do Ensino Secundário. Em 1916 ingressou no Tribunal de Contas do Estado, tendo presidido a Corte de 3 de janeiro de 1928 a 2 de janeiro de 1930 e de 16 de janeiro a 10 de março de 1931. Por algum tempo ficou em disponibilidade, atingido que foi pelas medidas do ditador Getúlio Vargas, que mandou fechar as instituições no país. Em 1947 voltou a exercer a sua função no Tribunal de Contas do Estado.
Notas sobre João de Deus Pires Leal: Formou-se em direito na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 1909. No ano seguinte foi nomeado promotor público na cidade de Tutóia (MA), em 1917 tornou-se juiz federal no estado do Piauí e em 1922 no estado do Amazonas. Em 1928 foi eleito governador do Piauí sucedendo a Matias Olímpio de Melo. Durante sua gestão, iniciada em 1º de julho do mesmo ano, construiu várias estradas e prédios públicos. Teve o mandato interrompido em 4 de outubro de 1930 com a eclosão da Revolução que levou Getúlio Vargas ao poder. No dia em que foi deposto, foi preso e conduzido ao 25º Batalhão de Caçadores, unidade do Exército estabelecida no Piauí. Seu sucessor foi o interventor Humberto de Areia Leão. No campo jornalístico colaborou com os periódicos Correio de Teresina, Jornal de Notícias e Habeas Corpus.
Notas sobre Hortência Clementino de Sousa Martins: Faleceu solteira.
Notas sobre Manoel Clementino de Sousa Martins II: Foi agraciado com o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa.
Notas sobre Neomísia: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Susana: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Cândido Ferreira de Sousa Martins: Veja família de B.7.2.2
Notas sobre Maria: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Raimundo: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Eulália Clementino de Sousa Martins: Foi batizada pelo Padre Francisco Ferreira Lima, sendo padrinhos s/ irmão Aristarco Clementino de Sousa Martins e Nossa Senhora da Conceição.
Notas sobre Dagoberto Ferreira de Carvalho: Foram seus padrinhos de batismo Dr. Firmino Licínio da Silva Soares e sua mulher Maria da Assunção Soares, e de Crisma, Cel. José Martins de Sousa Estrela, c/c Jesuíno Ferreira de Carvalho, filha de José Ferreira de Carvalho, irmão de seu avô paterno João Ferreira de Carvalho, e de Maria Rodrigues de Macedo (Cota). Chegou a Oeiras a 28 de outubro e 1896, com 20 anos de idade. Foi sepultado no Cemitério do Santíssimo Sacramento, da cidade de Oeiras-PI. Do segundo casamento não houve descendência. Graças aos seus próprios esforços, sem frequentar um curso secundário sequer, acumulou profundos conhecimentos intelectuais e jurídicos, tomando-se um grande advogado e primoroso orador. Como advogado, militou por muitos anos no foro de Oeiras e das cidades vizinhas. Foi, por mais de uma vez, promotor de justiça da comarca de Oeiras e, ainda moço, comerciante e agente de rendas federais.
Notas sobre Manuel Clementino Ferreira de Carvalho: Faleceu solteiro.
Notas sobre Godofredo Clementino Ferreira de Carvalho: Foi comerciante em Petrolina, Picos e Oeiras e proprietário nos municípios de Oeiras e Picos.
Notas sobre José Clementino de Carvalho: Coletor federal, aposentado, tendo, quando na atividade, dirigindo as coletorias de Timóm-MA, Oeiras-PI, Nova Era, Pirapora, Corinto e Curvelo, no Estado de Minas Gerais, e exercido funções na Delegacia Fiscal de Belo Horizonte, onde residIu. Era possuidor de apreciável cultura geral.
Notas sobre Abimael Clementino Ferreira de Carvalho: Nascido às 23:30, na casa então pertencente a seu progenitor e hoje de propriedade de herdeiros de Francisco de Assis Moura Barbosa, localizada na Praça das Vitórias, esquina da rua de Dr. Manuel Rodrigues (lado esquerdo), atualmente com o número 92. Casou-se às 16 horas, na casa de n. 856, da Avenida Tristão Gonçalves.
Foram celebrantes de seu casamento, no católico o Padre Geminiano Bezerra (Padre Nini), já falecido, e no civil, o juiz de direito, depois desembargador, Dr. Eugênio de Avelar Cavalcanti Rocha, servindo como escrivão Dr. João de Deus Cavalcanti, oficial do registro civil e escrivão privativo dos casamentos da cidade de Fortaleza, ambos também já falecidos, sendo testemunhas, do casamento católico: Cel. Raimundo Dias de Freitas, Ana Maria Clementino de Sousa Martins, Dr. Almir de Carvalho Cronemberger, Luísa Parente de Carvalho Cronemberger, Dr. Alfredo Gomes Coelho, Débora Gomes Coelho, Dr. José Gomes Coelho, Maria Amélia Coelho Maia, Ten. Enir de Alencar Moura e Noemi Mota de Alencar Moura, e do civil: Dagoberto Ferreira de Carvalho, Maria Josefa Clementino Martins de Carvalho, Dr. Francisco Oto Ferreira de Carvalho, Maria Edith Coelho Maia, Ten. José Augusto de Oliveira, Nahi Correia de Oliveira, José Coelho Maia, Fantina Freire, João da Mata Cabral de Vasconcelos e Maria Juventina Coelho de Vasconcelos. Do casamento, nasceram 13 filhos: 4 homens e 9 mulheres.
Foi general-de-divisão da reserva do Exército Brasileiro e cavaleiro da Ordem do Mérito Militar. Possui as medalhas de Ouro, por tempo de serviço, de Guerra e do Pacificador. Serviu, quando na ativa, nas guarnições do Rio de Janeiro (três vezes); Valença, Estado do Rio de Janeiro; Campinas, Estado de São Paulo; Uruguaiana, Estado do Rio Grande do Sul; Maceió, Estado de Alagoas; Recife, Estado do Pernambuco (quatro vezes) e Fortaleza, Estado do Ceará (três vezes).
Ao deixar, a pedido, o serviço ativo do Exército (20.XII.1927 a 03.IV.1963), foi consignada em seus assentamentos militares, pelo então comandante da 10ª Região Militar, Gen. Almério de Castro Neves, a seguinte referência: "A ensejo da transferência para a Reserva de 1ª Classe do Exmo. Sr. General de Divisão R/l Abimael Qementino Ferreira de Carvalho, constitui um grato dever de justiça aqui deixar consignado o elevado e merecidíssimo conceito em que é tido pelos seus superiores, pares e subordinados. São 35 efetivos anos de vida militar, todos eles integral e devotadamente dedicados à Pátria e ao Exército. Labor profícuo e fecundo. Modelo digno de ser apontado e imitado. Desempenhou neste longo período de tempo as mais variadas funções, em vários escalões, no setor vital do Serviço de Intendência. A todos emprestou o melhor de suas forças, de sua bela e vigorosa inteligência, contribuindo em várias ocasiões, decisivamente, para o aprimoramento de diversos e importantes setores daquele Serviço de Intendência. Suas acrisoladas virtudes, que definem o militar completo e inteiramente voltado para as coisas da profissão, que tão bem soube dignificar e honrar, são facilmente encontradas, a cada momento, nas brilhantes páginas do seu histórico militar. Referências elogiosas de ilustres e prestigiosos Chefes são atestados eloquentes do muito que produziu em proveito do Exército e do Serviço de Intendência. Durante o seu tempo de serviço foi, muito justamente, agraciado com a Medalha de Ouro, Medalha de Guerra, Medalha do Pacificador e pertence à Ordem do Mérito Militar no grau de Cavaleiro. Teve todas as suas promoções de Oficial Superior pelo princípio de merecimento. Afasta-se, agora, do Exército o Gen. Abimael após longos anos de estrênuo lidar, contudo, sua vida toda plena de dedicação e amor à carreira fica-nos como exemplo a ser seguido. Só nos resta apresentar nossos votos de muita paz, saúde e felicidade junto daqueles entes queridos, que muito merecidamente poderão, agora, usufruir mais completa e duradouramente de sua inestimável convivência".
Na vida civil, exerceu os seguintes cargos: Diretor da Companhia de Transporte Coletivo - CTC do município de. Fortaleza; Secretário de Finanças da Prefeitura de Fortaleza; Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda do Estado do Ceará; Presidente da Companhia de Telecomunicações do Ceará-CITELC e Presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Chuvas Artificiais - FUNCEME. Foi sócio correspondente do Instituto Histórico de Oeiras*.
Notas sobre Antônio Santana Ferreira de Carvalho: Bacharel em Direito pela Faculdade do Recife, turma de 1943. Fez o curso secundário no Ateneu Cearense e Ginásio São João, em Fortaleza, e o clássico no Liceu do Ceará. Cursou, até o segundo ano, a Faculdade de Direito do Ceará, transferindo-se, então, para a do Recife, onde concluiu o curso. Formado, retornou a Oeiras, em cujo foro militou na advocacia durante alguns anos. Posteriormente, ingressou na magistratura do Estado do Piauí, sendo juiz nas comarcas de Simplício Mendes, Oeiras e Parnaíba.
Para não sair de Oeiras, recusou, mais uma vez, nomeação para comarca de 4ª entrância, inclusive Teresina, capital do Estado, só aceitando, já no fim da carreira na magistratura, a promoção, para efeito de aposentadoria. E tudo leva a crer que, se tanto não houvesse se apegado à cidade natal, acabaria, magistrado íntegro e cumpridor de seus deveres que sempre o foi, por integrar o Tribunal de Justiça do Piauí.
Era um cidadão prestante e digno, cuja nobre e útil existência foi, toda ela, vivida com amor e compreensão para com os seus semelhantes, mui especialmente os menos favorecidos da fortuna, porque no próximo via o irmão e no seu caminho a ninguém atropelava, pois nunca se deixou levar pelas mesquinhas ambições que tanto degradam e aviltam a pessoa humana.
Notas sobre Alina Rosa Ferraz de Moura Nunes: Foi diretora do Grupo Escolar Costa Alvarenga, Professora da Escola Normal Oficial de Oeiras. Exerceu por muitos anos o cargo de Vice-diretora do Instituto Histórico de Oeiras.
Notas sobre Maria Josefa Clementino de Sousa Martins: Foi batizada pelo Padre Florêncio dos Santos, sendo padrinhos s/ cunhado Helvídio Clementino de Sousa Martins e s/ irmã Gertrudes Clementino de Sousa Martins. Sem descendentes do segundo e terceiro casamento.
Notas sobre Dagoberto Ferreira de Carvalho: Foram seus padrinhos de batismo Dr. Firmino Licínio da Silva Soares e sua mulher Maria da Assunção Soares, e de Crisma, Cel. José Martins de Sousa Estrela, c/c Jesuíno Ferreira de Carvalho, filha de José Ferreira de Carvalho, irmão de seu avô paterno João Ferreira de Carvalho, e de Maria Rodrigues de Macedo (Cota). Chegou a Oeiras a 28 de outubro e 1896, com 20 anos de idade. Foi sepultado no Cemitério do Santíssimo Sacramento, da cidade de Oeiras-PI. Do segundo casamento não houve descendência. Graças aos seus próprios esforços, sem frequentar um curso secundário sequer, acumulou profundos conhecimentos intelectuais e jurídicos, tomando-se um grande advogado e primoroso orador. Como advogado, militou por muitos anos no foro de Oeiras e das cidades vizinhas. Foi, por mais de uma vez, promotor de justiça da comarca de Oeiras e, ainda moço, comerciante e agente de rendas federais.
Notas sobre Aquiles Raimundo Clementino Ferraz: Faleceu solteiro.
Notas sobre Casimiro Clementino de Sousa Martins: Foi batizado pelo Padre Florêncio dos Santos, sendo padrinhos Benedito Ferreira de Carvalho e Idalina Clementino de Sousa Martins, foi deputado à Assembléia Legislativa do Piauí.
Notas sobre Godofredo Clementino Ferreira de Carvalho: Veja família de T.1.8.9.2
Notas sobre Isabel Clementino de Carvalho Martins: Faleceu solteira.
Notas sobre Antônio Gentil de Sousa Mendes: Perdeu seu pai aos 03 anos de idade e sua mãe aos 15.
Fez o curso primário em Oeiras, órfão de pai e mãe, recebeu o convite de uma tia materna para residir em Teresina a fim de dar continuidade aos seus estudos. Na capital piauiense concluiu os antigos cursos Ginasial e Científico. Prosseguiu seus estudos em Fortaleza-CE graduando-se em Odontologia pela Faculdade de Farmácia e Odontologia do Ceará, em 13 de dezembro de 1941.
Proprietário da Casa “Solar das 12 Janelas” em Oeiras, Piauí, onde morou e exerceu a profissão de dentista por quase 40 anos. Também exerceu a profissão de Odontólogo na Colônia Agrícola Nacional do Piauí (CNPI), hoje Colônia do Piauí.
Notas sobre Ana Maria Clementino de Sousa Martins: Foi batizada em 02-03-1888, pelo Padre João Severino de Miranda Barbosa, sendo padrinhos Raimundo Mendes de Sousa e s/ tia Agevina (Geva) Carmina de Carvalho. Sem descendentes.
Notas sobre Isabel Clementino de Sousa Martins: Faleceu solteira.
Notas sobre Leopoldo Clementino de Sousa Martins: Faleceu solteiro.
Notas sobre Benedito Ferreira de Carvalho: Bugio, São João, Piauí.
Notas sobre Maria Clementino de Carvalho: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Fernando Marques Drumond de Carvalho: Em 1898, conforme registro no ITERPI, possuía terras na Fazenda Palmeira, estando o seu nome lá citado como Fernando Marques Hernandes de Carvalho.
Notas sobre Raquel Clementina de Carvalho: Faleceu solteira.
Notas sobre Ana Clementina de Carvalho: Faleceu solteira.
Notas sobre Maria Isabel Martins: Faleceu solteira.
Notas sobre Dário Clementino de Sousa Martins: Faleceu solteiro.
Notas sobre Jaime Clementino de Sousa Martins: Faleceu solteiro.
Notas sobre Possídia de Lima Martins: Está divorciada desde 2008.
Notas sobre Possidônio de Sousa Martins II: Faleceu solteiro.
Notas sobre Galdina Augusta dos Santos: Ficou viúva e casou com o cunhado, irmão do seu primeiro marido.
Notas sobre Francisco Galdino de Sousa Ramos: (segundo).
Notas sobre Francisco de Sousa Martins: Bacharel pela Faculdade de Direito de Olinda e Recife, turma de 1832. Fez os seus estudos secundários no Rio de Janeiro e iniciou os Superiores na Universidade de Coimhra, Portugal, interrompendo-os quando, por motivo de ordem política, teve de regressar ao Brasil. Foi juiz de direito em Oeiras e juiz dos feitos da fazenda e chefe de polícia no Rio de Janeiro. Em 1834 é eleito deputado à Assembléia Geral pelo Piauí e depois reeleito em mais três legislaturas. Magistrado íntegro, jornalista brilhante e acatado, grande ilustração, principalmente em administração e finanças. Mais de uma vez, segundo Pereira da Costa em sua Cronologia Histórica do Estado do Piauí, recusou a pasta da Fazenda. Ainda em 1834, com apenas 29 anos, foi nomeado presidente da Província da Bahia e depois, em 1839, presidente da do Ceará, cargos em que se houve com o brilhantismo que lhe era peculiar no exercício das funções públicas. Distinguiu- se também como escritor e orador. Era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Foi sepultado na Igreja do Coração de Jesus em Picos, PI. Não deixou descendentes.
Notas sobre Antônio Coelho Rodrigues: Coelho Rodrigues era bisneto do português Valério Coelho Rodrigues por parte do seu 7º filho, Manuel Coelho Rodrigues.
Nasceu em 1846, na fazenda "Boqueirão", pertencente à Oeiras, depois passando ao município de Picos quando este se tornou independente. Faleceu, em 1912 no Rio de Janeiro
Quanto a seus estudos, escreve o historiador Joaquim Chaves: "Morrendo-lhe o pai, sua mãe mandou-o para a escola do Padre Joaquim Damasceno Rodrigues, seu primo, que funcionava numa fazenda de seu trisavô e que é hoje a cidade de Paulistana-PI. Ali estudou português, aritmética, francês e latim até o ano de 1859".
Se até os 14 anos vivera no interior do Piauí, sua província natal, na fazenda "Boqueirão", o fato de ter ingressado em 1862, com apenas 16 anos de idade na Faculdade de Direito do Recife, a mais famosa do Brasil, onde estudaram Tobias Barreto, Castro Alves, Clodoaldo Freitas e Sílvio Romero, entre tantas outras sumidades, reveste-se de uma enorme singularidade.
Depois de formado, retorna ao Piauí, aonde desenvolve intensa atividade política, jurídica e jornalística. Torna-se membro do Partido Conservador, onde se destaca pela defesa da abolição da escravidão. Em 1867, funda em Teresina o jornal O Piauhy, que era ligado ao Partido Conservador. Aos 23 anos de idade, é eleito para a Assembleia Geral Legislativa do Império, como Deputado Geral, para a legislatura de 1869 a 1872. Ainda em Teresina, funda a chamada sociedade Manumissora, em 1870, com a finalidade de apoiar a abolição (AGUIAR, 1996). Ainda em 1870, retornou ao Recife para se doutorar em Ciências Jurídicas. Em 12 de julho de 1890 foi contratado pelo governo do marechal Deodoro da Fonseca para redigir o Projeto de Código Civil da República, esta foi, sem dúvida, a maior contribuição de Coelho Rodrigues. Para realizar o referido projeto, Coelho Rodrigues demite-se dos empregos que possui e viaja para a Suíça, onde pesquisa e trabalha. Segundo Brandão (1998, pag. 52) "este fato repercute negativamente", pois seus opositores acreditavam que a influência europeia incidiria negativamente sobre a nacionalidade da obra. Entregue em fevereiro de 1893, o documento, que tinha como "fonte imediata o Código Civil de Zurique" (AGUIAR, 1996), com 2.734 artigos, não logrou aprovação em decorrência da mudança de governo, das consequentes alterações nos conceitos políticos e filosóficos que orientavam a nova administração, além das inimizades que acumulara com membros da comissão revisora do projeto. Em 1904, Coelho Rodrigues escreve a primeira edição de sua obra intitulada A República na América do Sul. O autor inicia o texto em tom de cobrança afirmando que, considerando que a república havia sido proclamada há cerca de 15 anos e a constituição havia sido promulgada a mais de treze, "já é tempo de pedir-lhes contas dos seus resultados" (COELHO RODRIGUES, 1906, pag. 01). Afirma que o povo assistiu à proclamação da República em tom de indiferença, não fez festa nem tampouco resistiu a ela. Esse tom de cobrança se estende por toda a obra, inclusive quando o autor atenta para questões voltadas para a organização e a educação da família e demonstra as razões pelas quais considera, nesse aspecto, os anglo saxões superiores aos brasileiros. Nesse sentido, Coelho Rodrigues faz duras críticas à educação e a herança necessária, quanto a esta última o autor considera que "os bons filhos não precisam e os maus não merecem esse favor da lei" (COELHO RODRIGUES, 1906, pag. 61).
Em resumo, ele foi uma das figuras mais destacadas da História do Brasil, no Império, penetrando por vários anos e pelos primeiros da República, tudo pela cultura, saber jurídico, competência e habilidade, na atuação política, foi Deputado Geral nas legislaturas (1869-1872) e (1878 - 1886), Senador do Império de 1893-1896, e Prefeito do Rio de Janeiro (1900-1903).
Notas sobre Delfina Dantas: Gameleira, Picos-PI.
Notas sobre Ricardo Rodrigues de Sousa Martins: Durante boa parte da vida, exerceu a atividade de agricultor e pequeno pecuarista, enfrentando todas as dificuldades de uma rotina de muito trabalho, pouco lucro e instabilidades pelas variações climáticas, sem nunca perder o ânimo, a esperança e o amor pelo que fazia.
Nascido numa época em que estudar era um privilégio de poucos, teve alguns períodos de aulas, durante sua juventude e nas entressafras, quando seu pai contratava professores (à época, chamados de pretores) para si e para seus irmãos. Assim, com muito esforço, de forma muito mais autodidata, instruiu-se, a ponto de saber apresentar-se em qualquer situação e diante de qualquer interlocutor.
Quando nasceram os filhos, mudou-se com a família para a cidade, a fim de que dessem início à vida escolar.
Texto da professora e bancária Maria das Graças Martins Granja.
Notas sobre Ana Maria: Faleceu solteira.
Notas sobre Francisco: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Mário Rodrigues Martins: Professor, poliglota, escritor e jornalista. Faleceu solteiro.
Notas sobre Nilo de Deus Martins: Sem descendentes.
Notas sobre Justino Rodrigues da Luz: Foi por diversas vezes prefeito de Picos-PI.
Notas sobre Águeda de Sousa Passos: Ingressou na magistratura em 24 de abril de 1961, como juíza na Comarca de Várzea Alegre. Também foi titular nas Comarcas de Barbalha e Juazeiro do Norte e respondeu, ainda, pelas Comarcas de Missão Velha, Assaré, Potengi, Caririaçu, Crato, Santana do Cariri e Araripe.
Foi nomeada desembargadora pelo critério de merecimento em fevereiro de 1986, como a segunda mulher a integrar o Tribunal de Justiça do Ceará. Exerceu as funções de corregedora eleitoral no ano de 1989 e de presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) em 1990. Em 3 de fevereiro de 1997, assumiu a cadeira de vice-presidente do TJCE e diretoria do Fórum Clóvis Beviláqua. Foi presidente do Tribunal de Justiça no biênio 1999-2001 e, em 1º de fevereiro de 2001, assumiu o cargo de corregedora-geral da Justiça. Ela se aposentou em 26 de março de 2004.
Notas sobre Helcias Mendes Vieira: Faleceu solteiro.
Notas sobre Lauro Martins Guerreiro: Rio de Janeiro.
Notas sobre Helvídio de Aguiar Ferraz: Teresina - PI.
Notas sobre João de Deus Lima: Formado pela Faculdade de Direito do Piauí, turma de 1938, iniciou na magistratura como Juiz de Direito da Comarca de Alto Longá, vindo depois a exercer a judicatura em Pio IX (1940), Fronteiras (1941), Luzilândia, Santa Filomena, São João do Piauí, Valença do Piauí, Amarante, Parnaíba e Teresina, onde foi Presidente do Tribunal do Júri, com elogios da alta Corte. No ano de 1966, tomou parte do Colegiado do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí como Desembargador, sendo posteriormente escolhido o primeiro Corregedor Geral da Justiça do Estado, cargo que exerceu por duas vezes, merecendo louvores do Tribunal.
Registra-se que nesta Justiça Especializada, assumiu as seguintes funções: Juiz Eleitoral da 18ª Zona (1945); 8ª Zona (1948); 1ª Zona (1956) e 2ª Zona Eleitoral (1960); Juiz Suplente em 1950, 1966 e 1972; Juiz Efetivo de 1960 a 1962 e de 1962 a 1964; Juiz Membro, pela classe dos desembargadores, em virtude de afastamento do Des. Heli Ferreira Sobral, em 1973; Presidente da Corte Regional de 04.02.1974 a 04.02.1976.
O eminente magistrado foi ainda, por três vezes, Diretor do Fórum de Teresina, PI. Aposentou-se em 03 de setembro de 1983 e faleceu em Teresina, no dia 14 de junho de 1985.
(Atualizado em 12 de junho de 2012).
Fontes consultadas:
ARQUIVOS da Seção de Juízes e Ministério Público do TRE-PI. Dados consultados em 12 de junho de 2012.
BRASIL. Tribunal Regional Eleitoral (PI). A Justiça Eleitoral no Piauí.Teresina:TRE-PI,1999.
JOÃO de Deus Lima (biografia). Disponível em:
MEMBROS da Justiça Eleitoral: base de dados. Disponível em:
Notas sobre Alzira Mendes de Carvalho: Terceira esposa de José Carlos.
Notas sobre Anísio Rodrigues de Sousa Martins: Faleceu solteiro.
Notas sobre Augusta Rodrigues de Sousa Martins: Faleceu solteira.
Notas sobre Teresa: Faleceu solteira.
Notas sobre Cândido Ferreira de Sousa Martins Sobrinho: Faleceu solteiro.
Notas sobre Joaquim Madeira Martins: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Luís Madeira Martins: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Ricardo Rodrigues de Sousa Martins: Veja família de T.6.2.1.1
Notas sobre Manuel: Faleceu solteiro.
Notas sobre João: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Carlota: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Arão: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Maria Raimunda de Sousa Martins: Trineta de Valério Coelho Rodrigues por parte da sua filha Ana Rodrigues de Santana.
Notas sobre Conrado de Sousa Martins: Faleceu solteiro.
Notas sobre Cândido Ferreira de Sousa Martins: Bacharel em Direito pela Faculdade do Recife, turma de 1885; foi juiz em Oeiras, de 1891 a 1911, desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí, de 1911 a 1913, quando se aposentou. Foi prefeito de Oeiras em vários quadriênios e vice-governador do Piauí no período de 1924 a 1928.
Notas sobre Josefa Alexandrina Nogueira: De Tauá-CE.
Notas sobre Honorina de Sousa Martins: Sem descendentes.
Notas sobre Pedro Amador Martins de Sá: Bacharel pela Faculdade do Recife; foi o laureado da turma do ano de 1914, com direito a viagem à Europa, que não realizou, preferindo retornar ao seu Estado natal, para iniciar a vida profissional, a princípio, como promotor de justiça e, em seguida, ingressando na magistratura. Foi juiz de direito de São Raimundo Nonato, Jaicós, Uruçuí e Oeiras, sendo nesta última cidade, de 1927 a 1953. E de Oeiras não mais saiu, embora com prejuízo da carreira, pois se houvesse, em tempo, aceito promoção para comarca de 4 entrância - o que só aconteceu, para Pamaíba, PI, quando já tinha quase 40 anos de serviço e era o mais antigo juiz do Estado, e apenas, seja esclarecido, para efeito de aposentadoria - teria, sem sombra de dúvida, tal o seu valor e o prestígio de que desfrutava no seio da magistratura piauiense, ocupado, e por merecimento, com muito brilho, lugar no Egrégio Tribunal de Justiça do Estado.. Dotado de privilegiada inteligência e possuidor de invejável cultura geral, foi um professor de alto mérito e um magistrado admirado e respeitado.
Notas sobre Benedito Martins de Sá: Foi deputado à Assembléia Legislativa do Piauí.
Notas sobre Maria Martins de Sá: Faleceu solteira.
Notas sobre Penaforte Martins de Sá: Faleceu solteiro.
Notas sobre Augusto Rocha Neto: Foi prefeito de Oeiras-PI.
Notas sobre Luis Ferreira de Sousa Martins: Bacharel em direito pela Faculdade do Recife, foi membro da Magistratura piauiense e faleceu solteiro.
Notas sobre Oto Martins Veloso: Foi diretor regional do Departamento de Correios e Telégrafos, no Piauí.
Notas sobre Agenor Portela Veloso: Bacharel em direito, advogado, notário público em Valença.
Notas sobre Djalma Martins Veloso: Foi advogado e político brasileiro, tendo sido governador do Piauí.
Formado pela Universidade Federal da Bahia. Filiado à UDN integrou o diretório regional da legenda sendo eleito deputado estadual em 1954, 1958 e 1962 ocupando a Secretaria de Justiça e Segurança Pública no governo Chagas Rodrigues. Ingressou na ARENA com a instituição do bipartidarismo graças ao Ato Institucional Número Dois baixado pelo Regime Militar de 1964 e foi reeleito em 1966 e 1970.
Em 1974 foi eleito vice-governador do Piauí na chapa de Dirceu Arcoverde assumindo a cadeira do titular em 14 de agosto de 1978 quando este renunciou para disputar a eleição para senador governando o Piauí até 15 de março de 1979 quando transmitiu o cargo para Lucídio Portela. Foi secretário de Governo no último ano de gestão de seu sucessor e permaneceu no cargo durante o primeiro governo Hugo Napoleão até ser nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Piauí onde permaneceu de 1984 a 1991. Faleceu vítima de câncer no cérebro.
Seus avós maternos são Idalina Tereza dos Santos e José Idelfonso de Sousa Martins, cuja mãe, Maria Raimunda de Sousa Martins, era neta pelo lado paterno de Manuel de Sousa Martins, o Visconde da Parnaíba.
Notas sobre Eurípedes Martins de Castro: Faleceu solteiro.
Notas sobre Alaíde Martins de Castro: Faleceu solteira.
Notas sobre Francisco de Sousa Martins: Foi Juiz de Direito em Floriano-PI.
Notas sobre Raimundo de Sousa Martins: Gêmeo c/Rita.
Notas sobre Raimundo Martins de Araújo Costa: Médico pela Faculdade de Medicina da Bahia.
Notas sobre João Martins de Araújo Costa: Bacharel em Direito, membro da magistratura piauiense.
Notas sobre Homero de Sousa Martins: Veja família de N.12.5
Notas sobre Maria Vieira de Carvalho: Primeira esposa de Raimundo.
Notas sobre Elias de Sousa Martins: Comandante Superior da Guarda Nacional. Foi sepultado na capela do Cemitério do Santíssimo Sacramento, em Oeiras.
Segundo declaração que consta na fl 117v do Livro de Registro Paroquial de Terras de Oeiras, datada de 20 de abril de 1856, possuía uma posse de terra na fazenda das Tranqueiras, havida por herança.
Notas sobre Dorotéia Maria de Santana: Não deixou descendentes.
Notas sobre Justina: Registro de batismo: “Aos dezesseis dias do mês de maio de mil oito centos quarenta e três, em desobriga na fazenda Tranqueira, nesta freguesia de Nossa Senhora da Victoria do Piauhi Bispado do Maranhão, com licença minha o Reverendo Frei Dorotheo Missionário baptizou Solemnemente e pois os Santos Oleos a Justina: branca com cinco meses, filha legítima de Elias de Souza Martins e de Maria Josefa da Purificação; forão Padrinhos Manoel Raimundo dos Santos, por procuração de Francisco Raimundo dos Santos, e Anna Joaquina dos Santos declaro que este baptizado foi feito na fazenda Cana brava. E para constar mandei fazer este termo que assigno. João de Souza Martins – Vigário Collado”.
Notas sobre Jesuino José de Freitas: Bacharel em Direito, Desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão.
Notas sobre Justino Augusto da Silva Moura: Membro da magistratura piauiense e do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí.
Notas sobre Justino Augusto Bastos Moura: Tingú.
Notas sobre Milton Rocha: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Dionéia da Fonseca Rocha: Floriano – PI.
Notas sobre Augusto Alves da Rocha: Dom Augusto. Em 1947, aos 14 anos de idade, ingressou no Seminário de Teresina e, depois de quatro anos de estudos, foi para o de Crato-CE, lá passando dois anos. Em 1953, seguiu para Roma, onde fez o curso superior para sua ordenação sacerdotal, no dia 21 de fevereiro de 1960. Regressou ao Brasil em setembro do mesmo ano, celebrando sua primeira Missa Solene na cidade natal, Bertolínia, a 25 de setembro de 1960. Designado vigário de Simplício Mendes-PI, permaneceu durante oito anos à frente da paróquia. Em seguida, passou seis anos como cooperador da freguesia de Floriano-PI, até o dia 23 de maio de 1975, data em que foi eleito Bispo de Picos-PI. Sua Ordenação Episcopal, tendo como ordenante Dom Edilberto Dinkelborg, OFF, Bispo de Oeiras, e coordenantes Dom Paulo Hipólito de Sousa Libório, Bispo de Parnaíba, e Dom Joaquim Rufino do Rego, Bispo de Quixadá-CE, foi solenemente celebrada em Floriano, a 23 de agosto de 1975, tomando-o posse em sua diocese no dia 21 do mês seguinte. Foi, também, bispo diocesano de Floriano – PI, onde tornou-se Bispo Emérito. Celebrou em Paulistana – PI, em 1º de setembro de 2013, a missa alusiva ao tricentenário de nascimento de Valério Coelho Rodrigues, por ocasião do Encontro Nacional dos seus descendentes.
Notas sobre José Elias da Rocha: Funcionário do Ministério das Comunicações, em Brasília-DF.
Notas sobre Wilson Alves da Rocha: Mora em Brasília-DF.
Notas sobre Carlos Augusto de Sousa Fortes: Mora em Brasília-DF.
Notas sobre Maria Aparecida Alves da Rocha: Funcionária da Universidade Federal de Viçosa-MG.
Notas sobre José Ribamar Martins Filho: Funcionário da Universidade Federal de Viçosa-MG.
Notas sobre Vanilda Alves da Rocha: Funcionária do Ministério da Educação, em Brasília-DF.
Notas sobre Teresinha Alves da Rocha: Funcionária da Previdência Social, em Brasília-DF.
Notas sobre Francisco de Assis Rocha: Funcionário da Universidade Federal de Viçosa-MG.
Notas sobre Maria José Ferreira: Funcionária da Universidade Federal de Viçosa-MG.
Notas sobre Rosa Constança Rocha: Funcionária do Banco do Brasil, em Brasília.
Notas sobre Francisco das Chagas de Sousa Rego: Funcionário do Ministério da Justiça.
Notas sobre Álvaro Alves da Rocha: Funcionário da Companhia de Seguros Sul América.
Notas sobre Neusa Neiva: Funcionária dos Correios e Telégrafos.
Notas sobre Maria Inês da Rocha Estrela: Faleceu solteira.
Notas sobre Valter de Sousa Estrela: Teresina-PI.
Notas sobre Edgar da Rocha Estrela: Faleceu solteiro.
Notas sobre José Antônio de Sousa Estrela: Santos-SP.
Notas sobre Esmaragdo Ramos de Sousa: Rio de Janeiro – RJ.
Notas sobre José Ildefonso Ramos de Sousa: Recife-PE.
Notas sobre Augusto Ramos de Sousa: Rio de Janeiro.
Notas sobre Honorato Ramos de Sousa: Rio de Janeiro.
Notas sobre Pedro Ramos de Sousa: Rio de Janeiro.
Notas sobre Maria das Mercês Ramos de Sousa: Sem descendentes.
Notas sobre Mário Franco de Franco: Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
Notas sobre Rosa Ramos de Sousa: Rio de Janeiro.
Notas sobre Antônio Julimar Ramos de Sousa: Natal-RN.
Notas sobre Ana Carmelita Ramos de Sousa: Rio de Janeiro.
Notas sobre Constança: Faleceu solteira.
Notas sobre Manoel Clementino de Sousa Martins II: Veja família de N.1.8
Notas sobre Rosa de Carvalho Dantas: Foi a segunda esposa de Antônio Ostemes.
Notas sobre Jovita Martins Neiva: Sem descendentes.
Notas sobre Clementino Gentil da Silva Moura: (segundo).
Notas sobre Galileu Clementino Ramos Santos: Foi Conselheiro do Tribunal de Contas do Maranhão.
Notas sobre Paulo de Tarso Melo Freitas: Foi professor-fundador da UFPI, Desembargador, Corregedor e Presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, e membro da Academia Piauiense de Letras.
Quando faleceu em um hospital de Teresina, o magistrado fazia um tratamento para Alzheimer.
Graduou-se bacharel pela Faculdade de Direito do Piauí, em 1953. Ingressou na vida pública como advogado, depois promotor (Teresina, Luzilândia e Miguel Alves). Foi ainda Delegado de Segurança Pessoal e Ordem Pública, Diretor do Instituto de Criminalística, Delegado de Vigilância Geral e Capturas e vereador em Teresina, renunciando ao mandato para ingressar na magistratura, como juiz de Direito em São Miguel do Tapuio. Após passar por Miguel Alves, Piracuruca e Teresina, assumiu em 1971 o cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça (foi o desembargador mais jovem do Piauí, aos 41 anos de idade), de onde foi corregedor-geral e presidente.
Notas sobre Anchieta Clementino Ramos Santos: Tabelião público em Oeiras – PI.
Notas sobre Severo Maria Eulálio: Formou-se em Direito pela Faculdade Federal de Direito do Piauí, embrião da atual Universidade Federal do Piauí, no ano de 1952, integrando a turma Centenário de Teresina. Foi Deputado Estadual e Deputado Federal pelo Piauí. Em sua cidade natal foi professor e depois diretor do Ginásio Estadual Picoense, que depois seria renomeado como "Unidade Escolar Marcos Parente". Faleceu em acidente de automóvel no cargo de prefeito de Picos
Notas sobre Raimundo Martins de Sá: Faleceu solteiro.
Notas sobre Geraldo Martins de Sá: Faleceu solteiro.
Notas sobre Maria do Espírito Santo: Faleceu solteira.
Notas sobre Marcito Ribeiro Madeira Campos: Funcionário público aposentado.
Notas sobre Luciano Nunes Santos: Formado em Engenharia Agronômica e Direito.
Exerceu várias funções públicas, entre elas a de Secretário de Estado de Justiça e da Cidadania.
Foi Deputado Estadual em três mandatos, tendo sido Presidente da Assembleia Legislativa do Piauí.
Fiscal de Tributos Estaduais e Presidente da Associação de Engenharia Agronômica do Piauí.
Tomou posse no Tribunal de Contas do Estado do Piauí em 14 de abril de 1994, por indicação da Assembleia Legislativa do Estado, tendo ocupado a Vice-Presidência no biênio 1995/1996 e depois em 2013, a Presidência no biênio 2005-2006 e 2015, foi Corregedor em 1999 e 2001.
Notas sobre Maria de Lourdes Nunes Santos Dantas: Teresina-PI.
Notas sobre José Benjamim Torres da Costa e Silva: Fortaleza-CE.
Notas sobre Manuel de Sousa Santos: Com ativas experiências bem-sucedidas na atividade agropecuária piauiense, foi eminente industrial de Construção Civil e diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Na vida política, ingressou sucessivamente na UDN e na ARENA pelas quais foi eleito deputado federal em 1962, 1966 e 1970, falecendo no curso do mandato quando foi substituído por Adalberto Correia Lima.
Notas sobre Joaquim de Sousa Santos: Foi diretor de uma empresa imobiliária, no Rio de Janeiro.
Notas sobre José de Sousa Santos: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Judith Ferreira de Carvalho: Religiosa do Sagrado Coração de Jesus.
Notas sobre Joaquim Santos Parente: Foi eleito senador pelo Piauí, em 1958, após substituir o seu irmão que era candidato ao cargo e que faleceu em acidente de automóvel, durante a campanha eleitoral. Em 1966, foi eleito deputado federal.
Notas sobre Almir de Carvalho Cronemberger: Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, turma de 1934; clinicou nos Estados do Piauí e São Paulo e, depois de especializar-se em cirurgia, fixou-se no Rio de Janeiro.
Notas sobre Emerson Santos Parente: Magistrado no Rio de Janeiro.
Notas sobre Osvaldo Santos Parente: Brasília – DF.
Notas sobre Manuel de Sousa Santos: Veja família de T.11.10.3.3
Notas sobre Marcos Santos Parente: Foi eleito deputado federal em 1954, pelo Piauí. Era candidato a senador, mas durante a campanha eleitoral faleceu tragicamente em acidente de automóvel, em 04/09/1958, próximo ao povoado de Morrinhos, onde também faleceu o candidato a governador, Demerval Lobão. Seu irmão, Joaquim Parente, que o substituiu como candidato ao Senado da República, foi eleito para o cargo. Existe uma cidade no Piauí denominada Marcos Parente, em sua homenagem.
Notas sobre José de Sousa Martins: Membro das Ordens da Rosa, de Cristo e do Cruzeiro. Tomou parte nas guerras da Independência e da Balaiada, prestando relevantes serviços ao Piauí, notadamente como comandante da Coluna Oeste, na última das guerras citadas. Foi também prefeito de Pamaguá.
Notas sobre Teresa de Sousa Martins: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Homero de Sousa Martins: Foi deputado provincial.
Notas sobre Fernando Marques Drumond de Carvalho: Em 1898, conforme registro no ITERPI, possuía terras na Fazenda Palmeira, estando o seu nome lá citado como Fernando Marques Hernandes de Carvalho.
Notas sobre Antônio Augusto da Rocha: Faleceu solteiro.
Notas sobre Eliseu de Sousa Martins: Era trineto do português Valério Coelho Rodrigues por parte da sua filha Ana Rodrigues de Santana.
Nasceu na fazenda Tranqueira, que fora adquirida por compra por seu trisavô Valério Coelho Rodrigues, situada à margem direita do rio Gurgueia, no município de Jerumenha, depois passando para o de Eliseu Martins (nome dado em sua homenagem) e atualmente pertencente ao de Colônia do Gurgueia, como fruto de desmembramentos territoriais e emancipações políticas de novos povoados.
Iniciando as primeiras letras na casa paterna, mais tarde Eliseu de Sousa Martins muda-se para o Recife, onde bacharela-se em Direito no ano de 1866, na mesma turma de seu primo Antônio Coelho Rodrigues. Em 1873, doutorou-se em borlas e capelos pela mesma Faculdade de Direito do Recife.
De regresso ao Piauí, cumpre o seu destino de bacharel bem sucedido, em que aliou as ligações de família, aos laços de casamento, carisma, talento e sorte política. De imediato foi nomeado para cargo de promotor público da comarca de Amarante. Mais tarde, filiou-se ao Partido Liberal e assumiu a Secretaria de Governo do Piauí(1869). Foi o seu batismo na vida pública.
Ainda como fruto de sua estada no Recife, casa-se com Adelaide de Barros Barreto Martins, filha do marechal João do Rego Barros Falcão e de sua esposa Francisca de Paula Mena Barreto; neta pelo costado paterno de Francisco de Barros Falcão Lacerda Cavalcanti e Joana Quitéria de Barros Cavalcanti, naturais do Recife, membros de importantes famílias pernambucanas; e pelo costado materno neta de Gaspar Francisco Mena Barreto e Balbina Florinda Carneiro da Fontoura, todos descendentes de tradicionais troncos familiares gaúchos; um tio paterno de sua esposa foi o ministro Sebastião do Rego Barros, integrante do último ministério imperial. Desse consórcio teve oito filhos: Oscar, José, Maria, Dolores, Adelaide, Ester, Rita e Lúcia de Sousa Martins.
Ascendendo na carreira política, em 1878 foi nomeado presidente da província do Rio Grande do Norte, cuja gestão administrativa transcorreu de 1878 a 1879. Nesse tempo, enfrentou enormes dificuldades, em face de terrível seca que assolava o Nordeste, conhecida como "seca de 77", em verdade de 1876 a 1879, envidando todos os esforços para minimizar seus efeitos no sertão potiguar. No entanto, teve de enfrentar revoltas populares, porque em 27 de janeiro de 1879, um grupo de flagelados liderado pelo sertanejo Francisco Moreira de Carvalho, invade um depósito de mercadorias do governo na cidade de Areia Branca, sendo necessária a remessa de uma força policial formada por quarenta militares de Mossoró e dezenas de civis fortemente armados, para sufocá-la. Houve enfrentamento, derramamento de sangue, vinte mortes, entre essas a do delegado de Mossoró e de alguns soldados, bem como de diversos flagelados, além de inúmeros feridos. Foi quando, agindo com muita determinação, o presidente Eliseu Martins enviou para Areia Branca, uma tropa formada por cem policiais militares, comandada pelo chefe de polícia Joaquim Tavares da Costa Miranda, que pôs fim ao conflito.
Deixando a presidência do Rio Grande do Norte, por decreto de 25 de janeiro de 1879 foi nomeado presidente da província do Espírito Santo, prestando juramento perante a assembleia provincial e tomando posse do cargo em 7 de março do mesmo ano, demorando em seu exercício até 19 de julho do ano seguinte. Nesse ínterim, deu-se em 1.º de março, a inauguração da iluminação pública e a gás da cidade de Vitória, capital da província, com extensão às casas particulares. Digno de nota foi também o conflito que se instalou entre o presidente da província e a câmara municipal da vila do Espírito Santo, em outubro de 1879, em face dos vereadores terem se negado a dar-lhe algumas informações, tendo havido, inclusive, altercação na rua entre o presidente da província e o secretário da dita câmara, com suspensão dos vereadores por ato de 17 do indicado mês.
Todavia, o fato marcante da presidência do doutor Eliseu Martins no Espirito Santo, foi o seu empenho no desenvolvimento da educação, que para ele deveria ser obrigatória e gratuita. Ainda em 1879, construiu a "Casa de Instrução Pública", instituição laica. Em seu relatório do ano de 1880, defendeu uma reforma da instrução pública, que ainda usava métodos primitivos sendo que o ensino primário limitava-se "a ensinar mal a ler, escrever, contar e rezar" (MARTINS, 1880, p.2). E esse método deveria mudar, preparando-se melhor o professorado, para instruir a juventude de "todos os conhecimentos que são necessários ao homem", "qualquer que seja a sua condição, sem o que será infrutífero e não poderá nunca influir direta e positivamente no progresso da sociedade" (MARTINS, 1880, p. 2).
Essa sua crença na regeneração do homem pelo saber, vai conduzir toda a sua ação política. Encerrado seu governo permanece na província do Espírito Santo, agora no exercício do mandato de deputado provincial, para o qual foi eleito pela legenda do Partido Liberal, apresentando à Assembleia Legislativa Provincial em 10 de abril de 1882, conjuntamente com o deputado José de Mello Carvalho Moniz Freire, projeto relativo à reforma da instrução pública, para o qual convocara no mês de março os professores e alunos à discussão, visando dar novo formato ao modo como se preparavam os professores. Esse projeto sofreu severas críticas da oposição, sendo retirado de pauta (O Horizonte, 1882, nº 25, p. 2, nº 27, p. 3, apud SCHNEIDER).
Todavia, com a posse do intelectual Herculano Marcos Inglês de Sousa, na presidência da província, em 3 de abril daquele ano, a discussão de caráter educacional ganhou novo vigor. A Resolução Provincial nº 31, de 20 de maio de 1882, passou ao presidente da província a tarefa de conduzir o processo de criação do projeto que regulamentaria a reforma da instrução pública. E este, em 24 de maio, nomeou para auxiliá-lo uma comissão para a elaboração de estudos técnicos formada pelos doutores Eliseu de Sousa Martins, José de Mello Carvalho Muniz Freire, Francisco Gomes de Azambuja Meirelles, Alfredo Paulo de Freitas e o capitão Manoel Rodrigues de Campos. E o relatório apresentado foi aprovado a 15 de setembro, reorganizando a instrução pública na província.
Como reconhecimento pelo seu trabalho em prol da educação, por ato de 18 de outubro do referido ano de 1882, foi o doutor Eliseu Martins nomeado diretor dos estudos e presidente da Congregação dos Lentes do Atheneu, cargos que exerceu graciosamente.
Com a proclamação da República e convocadas as eleições para o Congresso Nacional Constituinte, em setembro de 1890 foi eleito senador pelo Piauí, tomando posse em 15 de novembro do mesmo ano. E durante os trabalhos de elaboração da primeira Constituição Republicana do Brasil, integrou, como primeiro-secretário, a Mesa Diretora da Constituinte. Depois de promulgada a Constituição em 24 de fevereiro de 1891, passou a exercer o mandato ordinário, em cujo exercício faleceu, no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1894, aos 52 anos de idade.
Eliseu Martins foi lembrado por seus conterrâneos que o homenagearam com o nome de uma cidade do centro-sul piauiense e a designação de uma das principais ruas de Teresina, capital do Estado. Foi uma bela homenagem a esse distinto homem público que consagrou toda a sua vida pública a serviço da instrução pública e da formação da juventude, porque acreditava que só através da educação estava o homem plenamente preparado para o exercício da cidadania.
Fontes:
LYRA, A. Tavares de. O Senado da República, de 1890 a 1930. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Vol 210. Rio de Janeiro: Jan/Mar, 1951.
MARTINS, E. de S. Relatorio apresentado á Assembléa Legislativa do Espirito-Santo em sua sessão ordinaria de 9 de março de 1880 pelo presidente da provincia, o exm. sr.dr. Eliseu de Sousa Martins. Victoria: Typ. da Gazeta da Victoria, 1880.
NEVES, Getúlio Marcos Pereira. O Acadêmico Inglês de Souza e a presidência da Província do Espírito Santo. In: Revista da Academia Espírito-santense de Letras, p. 55/58. Vitória: AEL, 2007.
SCHNEIDER, Omar; FERREIRA NETO, Amarílio; ALVARENGA, Jeizibel Alves. A escolarização e a sua obrigatoriedade: debates na província do Espírito Santo (1870-1880). Educação em Revista, v.28, n.02. p.175-202. Belo Horizonte: jun/ 2012.
Notas sobre Raimundo José de Araújo Costa: Tabelião Público e Dentista licenciado. Foi prefeito de Floriano.
Notas sobre Sebastião Martins de Araújo Costa II: Médico pela Faculdade de Medicina da Bahia. Humanitário e grande amigo da pobreza, tornou-se um verdadeiro ídolo do povo de Floriano, cidade em que foi prefeito e que lhe erigiu um monumento em praça pública.
Notas sobre Agenor Martins de Araújo Costa: Médico pela Faculdade de Medicina da Bahia.
Gerações | Pessoas | Casamentos | Pessoas c.c/outros Descendentes |
---|---|---|---|
Filhos | 13 | 16 | 0 |
Netos | 55 | 60 | 12 |
Bisnetos | 193 | 165 | 31 |
Trinetos | 467 | 352 | 60 |
Tetranetos | 854 | - | - |
Totais | 1582 | 593 | 103 |
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Evento reúne descendentes de Valério Coelho
Uma missa campal, seguida de cerimônias de entrega de medalhas,
marcou a celebração dos 310 anos do colonizador português Valério Coelho Rodrigues,
um dos principais patriarcas do Nordeste.
As comemorações ocorreram durante o 2º Encontro Nacional dos Descendentes de Valério Coelho,
realizado sábado (2/9), no município de Paulistana – a 450 quilômetros de Teresina.
O evento relembrou fatos históricos do início da povoação de Paulistana,
há cerca de 300 anos, comandada pelo Capitão da Coroa Portuguesa Valério Coelho Rodrigues,
“Patriarca do Sertão”.
Foi o segundo encontro da família Coelho Rodrigues. O primeiro ocorreu em 2013,
por ocasião dos 300 anos de nascimento do colonizador lusitano. ...
Felipe Mendes recebe Título de Cidadania em Piracuruca
O professor e acadêmico
Felipe Mendes
recebeu o título de Cidadão Honorário de Piracuruca em sessão solene da Câmara Municipal
realizada na noite desta sexta-feira (28/07), no Auditório Lourdinha Brandão.
Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da Câmara, vereador José Cardoso, o Zé Batata.
O título de cidadania para Felipe Mendes foi aprovado em 1991,
por proposição do vereador Clidenor Cerqueira, já falecido.
O presidente da Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares, participou da cerimônia.
Também prestigiaram a sessão o cirurgião dentista e professor universitário Gilberto Mendes,
o engenheiro civil e professor Paulo de Tarso Cronemberger e o juiz Marco Antônio Mendes Moura,
respectivamente irmão e sobrinhos do homenageado.
Vários outros amigos de Felipe Mendes, entre eles o ex-vereador Manoel Divino, participaram da homenagem. ...
Juiz João Gabriel Baptista é eleito novo desembargador do TJ
João Gabriel Furtado Baptista
se emocionou e agradeceu ao pleno pela votação que obteve.
O desembargador destacou que irá buscar agir com equilíbrio
O juiz João Gabriel Furtado Baptista foi eleito na manhã desta segunda-feira (3)
o novo desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI).
Ele o obteve a maior avaliação entre os nove inscritos na disputa.
A sessão no pleno do TJ durou cerca de três horas.
O novo desembargador ocupava atualmente a 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública.
A data da posse ainda vai ser marcada pela presidência do TJ.
Resultado final:
João Gabriel Furtado Baptista – 192 pontos
Lucicleide Pereira Belo – 186 pontos
José Vidal de Freitas Filho – 181 pontos
...
Fonte: Cidade Verde
Acadêmico lança no Salipi o livro mais pesquisado sobre o Piauí
O livro “Economia e Desenvolvimento do Piauí”, lançado em segunda edição no 20º Salão do Livro do Piauí (Salipi),
é o mais citado nas pesquisas bibliográficas sobre o Estado.
O autor da obra é o economista, professor e acadêmico Felipe Mendes,
que fez a apresentação do livro no Bate-Papo Literário do Salipi, seguida de debate.
O livro foi publicado pela Editora da Universidade Federal do Piauí (EDUFPI),
através de convênio com a Academia Piauiense de Letras.
A primeira edição saiu em 2003 e foi publicada pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves.
A nova edição é revista e atualizada....
Pesquisadora brasileira residente na Itália descobre os verdadeiros pais da esposa de Valério Coelho
Por José Carmoberto Costa
26 de abril de 2022, foi um dia especial para os descendentes de Valério Coelho Rodrigues,
com a descoberta feita pela genealogista Ivonete da Paixão Sousa, de um documento existente
no Arquivo Histórico do Maranhão, onde consta que Domiciana Vieira de Carvalho era filha de
Hilário Vieira de Carvalho e de Maria do Rego Monteiro. Até então, ela era considerada
filha de José Vieira de Carvalho e de Maria Freire da Silva...
Luiz Ayrton toma posse na Academia de Medicina do Rio
O médico, professor e escritor
Luiz Ayrton Santos Júnior,
tomou posse ontem (07/04), à noite, como membro honorário da Academia de Medicina do Rio de Janeiro.
A sessão solene de posse dos novos membros titulares e honorários da Academia foi realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo.
Os convites para a cerimônia foram assinados pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, e pelo presidente da Academia de Medicina do Rio de Janeiro,
acadêmico Euderson Kong Tourinho.
Luiz Ayrton integra a Academia Piauiense de Letras, onde ocupa a Cadeira 16, e a Academia de Medicina do Piauí, da qual já foi presidente.
Descendentes de Valério Coelho criam associação e site
A partir de agora, informações sobre um dos troncos mais antigos das famílias do Piauí podem ser acessadas
através de um site recém-criado pela Associação dos Descentes de Valério Coelho - ADVC.
A associação foi fundada no início deste ano, com o objetivo de cuidar da preservação
da história do português Valério Coelho Rodrigues e de seus descendentes.
O seu primeiro presidente da entidade é
Josinaldo Miguel de Sousa.
São considerados sócios-fundados todos que se cadastraram até 31 de maio...
307 anos do Capitão Valério Coelho Rodrigues
Por José Jivonildo Damasceno
Em 03 de setembro de 1713, na Freguesia de São Salvador do Paço de Sousa,
cidade do Porto, Portugal, nascia Valério Coelho Rodrigues, filho de Domingues Coelho e de Águeda Rodrigues,
Neto de Francisco Coelho com Maria Ferreira pelo lado paterno e de Bento Rodrigues com Isabel Antônia pelo lado materno.
Valério Coelho tinha três irmãs e um irmão...