Genealogia
Família Coelho Rodrigues
Genealogia
Família Coelho Rodrigues
Família Coelho Rodrigues
Descendentes de Valério Coelho Rodrigues
Descendentes de Valério Coelho Rodrigues
Notas sobre Anna Rodrigues de Santana: Nascida provavelmente em 1745/1746. Posto que o seu primeiro filho Manoel de Sousa Martins consta em vários registros históricos como nascido em 08.12.1767. Portanto, ela deve ter se casado entre 1766, ou início de 1767, com aproximadamente 20 anos de idade.
Anna e Manuel viveram inicialmente na fazenda Terra Nova, propriedade de Valério Coelho, conforme o seguinte registro: "Aos vinte e cinco dias do mês de junho de mil setecentos setenta e um anos, na fazenda da Terra Nova, estando em desobriga de minha licença o Padre Manoel Nunes Teyxeira batizou e pôs os santos óleos a José nascido de quarenta e dois dias, filho legítimo de Francisco Vieira e de Antônia Coelha. Padrinhos, Manoel de Sousa Martins e sua mulher Anna Rodrigues moradores na dita Fazenda; de que para constar mandei fazer este assento, em que me assino. O Vigário Dionízio José de Aguiar".
Posteriormente passaram a viver na fazenda Serra Vermelha. De acordo com a "Relação do Possuidores de Terras no Piauí", enviada a Portugal, em 1762, a Fazenda Serra Vermelha, "na Ribeira do Itaim, com três léguas de comprimento, e cinco e meia de largura, pertencia a Marta do Rego, por falecimento do seu marido Mathias Rabello de Sepúlveda, que a tinha comprado a Antônio Vaz Sanches, seu povoador e descobridor".
Ana e seu marido Manoel já eram falecidos em 15 de fevereiro de 1784, data do casamento da filha Maria do Rosário, quando tal situação foi registrada.
Notas sobre Manuel de Souza Martins II: Primeiro neto do casal Valério e Domiciana. Barão de Oeiras, e depois Visconde da Parnaíba, Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial. Comendador da Ordem de Cristo. Dignitário da Imperial do Cruzeiro. Brigadeiro reformado dos Imperiais Exércitos. Durante 29 anos Presidente da Província do Piauí. Não deixou filhos do segundo casamento, mas teve filhos de outros relacionamentos.
Iniciou sua carreira militar com soldado e atingiu o posto de Brigadeiro (atual General de Brigada), chegando a ocupar o cargo de Comandante das Armas da Capitania do Piaui. Foi o proclamador da Independência, no Piauí, a 24-01-1823, tornando-se então, presidente da Junta do Governo Provisório. Foi presidente da Província do Piauí, nos períodos de 1824 a 1828 e de 1832 a 1843. Foi agraciado com as medalhas da Ordem de Cristo e da Imperial Ordem do Cruzeiro, e com os títulos de Barão (1825) e Visconde da Parnaíba, em 1841.
Segundo documento de 1820, era então proprietário das fazendas: Serra Vermelha, Emparedado, Tranqueira, Curral da Serra, Cacimba, Salobro, Veado, Poço Negro, Juazeiro e Pajeú.
Notas sobre Maria Benedita Dantas: Não deixou descendentes do casamento com Manoel Martins de Sousa Filho.
Notas sobre Raimundo de Sousa Martins: Foi comandante das tropas separatistas do Piauí, responsáveis pelo cerco de Fidié no Maranhão até a chagada de Caxias. Foi Presidente do Conselho de governo da província de 16/09/1824 a 13/02/1829, deputado provincial de 1835 a 1837 e Comandante de armas. Casado em primeiras núpcias com D.Maria Rodrigues de Santana(segunda), irmã caçula do Tenente Cel. Inácio Francisco de Araújo Costa, gerando deste casamento dois filhos.
Foi batizado em 31 de março de 1793, sendo padrinhos, seu tio paterno Joaquim de Sousa Martins e Maria da Purificação.
Notas sobre Maria Rodrigues de Santana: Batizada em 10 de agosto de 1790, conforme o seguinte registro: "Aos dez dias do mês de Agosto de mil sete centos e noventa na fazenda Boa Esperança o Padre Aniceto Ribeiro de Almeida de licença minha batizou solemnemente e pos os santos óleos a Maria filha legitima do Capitam Marcos Francisco de Arahujo Costa e de sua mulher Maria Rodrigues de Santa Anna. Forão Padrinhos Joze Theobaldo e Joanna Francisca de Jesus, ambos solteiros, moradores nesta freguesia, de que para constar mandei fazer este assento que assigno. O Vigario Dionizio Joze de Aguiar".
Notas sobre Dorotéia Maria de Santana: Não deixou descendentes.
Notas sobre Elias de Sousa Martins: Veja família de N.3.10
Notas sobre Marcos de Sousa Martins: Conforme o Livro de Registro Paroquial de Terras de Oeira (fl 137), em 23 de abril de 1856, Manoel Inácio de Araújo Costa fez a seguinte declaração: “O órfão meu tutelado Marcos de Sousa Martins possue nesta Freguesia de Nossa Senhora da Victoria de Oeiras huma posse de terra na fazenda Tranqueira, havida por herança paterna ...”.
Notas sobre Eulália Carolina de Sousa Carvalho: Nasceu em agosto de 1834, conforme o seguinte registro de batismo: “Ao primeiro dia do mez de outubro de mil oito centos trinta e quatro, andando em desobriga nesta Freguezia de Nossa Senhora da Victoria da Cidade de Oeiras Bispado do Maranhão, batizei solenemente e pus os Santos Óleos a Eulália branca, com um mez e meio de nascida, filha legítima do Coronel Raimundo de Souza Martins e D. Umbelina Maria da Conceição, forão Padrinhos o Tenente Coronel José de Sousa Martins e D. Eulália Francisca de Jesus, e para constar mandei fazer este Termo em que assigno. O Vigário Encomendado Francisco de Paula da Silva”.
Notas sobre Manuel Antônio de Carvalho: Veja família de B.2.2.2
Notas sobre Manoel Inácio de Sousa Martins: Em 1855, conforme o Registro Paroquial de Terras de Oeiras, possuía posses de terras na Fazenda Tranqueira, Ribeira do Itaim e na Fazenda Cocos.
Notas sobre Maria Teresa de Sousa Mendes: Batizada conforme o seguinte registro: “Aos trinta dias do mês de setembro do anno de mil oito centos e quarenta e dous, em Desobriga na fazenda Tranqueira, nesta freguesia de Nossa Senhora da Victoria de Oeiras do Piauí do Bispado de São Luís do Maranhão, baptizei solemnemente e pus os Santos Oleos a inocente Maria branca, com vinte e seis dias de nascida, filha legítima do Coronel Raimundo de Sousa Martins, e de sua mulher Dona Umbelina Maria da Conceição, forão seus padrinhos Joaquim Clementino de Sousa Martins, e sua mulher Dona Dorotheia Maria Francisca de Santa Ana; de que para constar mandei fazer este termo que assigno. João de Sousa Martins – Vigário Collado”.
Notas sobre Teotônio de Sousa Mendes: Veja família de N.2.3
Notas sobre Maria Raimunda de Sousa Martins: Foram seus padrinhos de batismo: Joaquim Clementino de Sousa Martins e sua mulher Dorotheia Maria Francisca de Santa Ana.
Em 1856, órfã, possuía uma possse de terra na Fazenda Tranqueira, conforme o livro de Registro Paroquial de Terras de Oeiras (fl 138).
Notas sobre José Luis da Silva Moura: Bacharel. Foi juiz de direito em Oeiras.
Notas sobre José de Sousa Martins: Foi batizado em desobriga na fazenda Terra Nova, em 19 de agosto de 1795. Foram padrinhos, o tio paterno Joaquim de Sousa Martins e sua mulher Teresa de Jesus Maria. Tomou parte na campanha da Independência e na guerra denominada Balaiada. Proprietário da fazenda Alegrete (1820).
Notas sobre Maria Raimunda de Sousa Martins: Trineta de Valério Coelho Rodrigues por parte da sua filha Ana Rodrigues de Santana.
Notas sobre Leopoldina Ferreira de Sousa Martins: Batizada conforme o seguinte registro: “Aos vinte nove dias do mês de agosto de mil oitocentos e trinta e três andando em desobriga na fazenda da Tranqueira desta freguesia de Nossa Senhora da Vitória da cidade de Oeiras Bispado do Maranhão baptizei solenemente e pus os Santos Óleos a Leopoldina branca com quatro meses de nascida, filha legítima do Tenente-Coronel José de Souza Martins e Dona Eulália Francisca de Jesus; forão padrinhos o Sr Francisco de Souza Martins por procuração que apresentou o Coronel Raimundo de Souza Martins e Dona Maria Josefa por procuração que apresentou Dona Dorothea Maria de Sant’Anna, e para constar fiz este termo que assigno. O Vigário Encomendado Francisco de Souza Martins”.
Notas sobre Valdivino José Ferreira: Falecido antes de 03/03/1880, quando teve início o seu inventário, no qual consta uma relação de 21 escravos, de ambos os sexos, incluindo crianças, pertencentes ao mesmo.
Notas sobre Antônio de Sousa Mendes: Veja família de N.2.6
Notas sobre Rosa Ferreira de França: Nasceu em novembro de 1840, conforme deduz-se do seguinte registro: “Aos onze dias do mês de dezembro de mil oitocentos e quarenta em desobriga na fazenda Guaríbas, nesta freguesia de Nossa Senhora da Vitória do Piauhy Bispado do Maranhão, batizei solenemente e pus os santos óleos a inocente Roza com um mês de nascida filha legítima do Tenente Coronel José de Sousa Martins, e sua mulher Dona Luiza Ferreira de França, foram os padrinhos o Excelentíssimo Senhor Barão da Parnahiba, e Dona Anna Barbosa de Carvalho. E para constar mandei fazer este assento em que assinei. João de Sousa Martins – Vigário Encomendado”.
Notas sobre João de Sousa Martins: Não deixou descendentes.
Notas sobre Maria Josefa de Sousa Martins: Batizada em 12.09.1797, sendo padrinhos s/ tio paterno Joaquim de Sousa Martins e Ana Joaquina Freire de Andrade. Foi sepultada na Igreja Matriz de Oeiras, hoje Catedral, no mesmo túmulo que em 1856 recebeu os restos mortais de seu pai, o Visconde da Parnaíba.
Notas sobre Dorotéia Maria de Santana: Veja família de B.1.1.1
Notas sobre Benedito Ferreira de Carvalho: Bugio, São João, Piauí.
Notas sobre Hortência Clementino de Sousa Martins: Faleceu solteira.
Notas sobre Manoel Clementino de Sousa Martins II: Foi agraciado com o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa.
Notas sobre Leopoldo Clementino de Sousa Martins: Faleceu solteiro.
Notas sobre Benedito Ferreira de Carvalho: Bugio, São João, Piauí.
Notas sobre João de Sousa Martins: Foi vigário de Oeiras, PI e deputado provincial.
Notas sobre Jesuíno de Sousa Martins: Bacharel em direito, foi juiz de direito em Teresina e desembargador na Bahia.
Notas sobre Antônio de Souza Martins: Bacharel em direito. Foi juiz nas províncias do Piauí, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Desembargador, em 1878, serviu nas Relações de Cuiabá, Ouro Preto, Porto Alegre, que presidiu de 1882 a 1890, e na do então Distrito Federal. Em 1894, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal e designado Procurador-Geral da República, cargo que exerceu até 1896, ano em que veio a falecer, no Rio de Janeiro.
Notas sobre Carlos de Sousa Martins: Bacharel em direito, advogado e funcionário público em Teresina.
Notas sobre Benjamin de Sousa Martins: Coronel da Guarda Nacional. Foi Intendente de Teresina-PI de 07-01-1902 a 01-01-1905.
Notas sobre Arnaldo José de Carvalho: Proprietário da fazenda Peixe (1820).
Notas sobre João Rodrigues de Carvalho: Em 1840, foi citado como padrinho no seguinte registro: “Aos vinte e cinco dias do mês de Novembro de mil oito centos e quarenta em Desobriga na fazenda Campo Grande nesta Freguesia de Nossa Senhora da Victhoria do Piauhi Bispado do Maranhão Baptizei Solennemente e puis os Santos Olhos o Innocente Vicente pardo com dous annos de nascido filha natural de Rita Quiteria, forão seos Padrinhos o Alferes João Rodrigues de Carvalho, e Dona Maria do Rosario e Sousa. E para constar mandei fazer este assento que assignei. João de Souza Martins – Vigario Encomendado”.
João faleceu antes de dezembro de 1855, quando seu pai Manoel Lourenço aparece como tutor dos seus três filhos, no Livro de Registro Paroquial de Terras de Oeiras – PI.
Notas sobre Francisco de Sousa Mendes: Veja família de N.2.5
Notas sobre Carlos Mendes de Carvalho: Veja família de B.2.4.3
Notas sobre Joaquim José de Carvalho: Joaquim José de Carvalho, jovem e espontâneo companheiro do Major Manuel Clementino de Sousa Martins, na Balaiada, mereceu diversas menções honrosas dos superiores hierárquicos e foi um dos heróis do combate do Baixão”.
Em 31 de maio de 1856, conforme o Registro Paroquial de Terras de Jaicós, possuía 5 posses de terras na fazenda Cachoeira; 5 posses na fazenda Caldeirão; 5 posses na fazenda Recanto; 5 posses na fazenda Salgado e 7 posses na fazenda Serra.
Sua tia, Anna Joaquina da Conceição deixou em testamento: ” ... instituo meus herdeiros aos meus sobrinhos Joaquim José de Carvalho, Raimundo José de Carvalho e Souza, Maria do Rozario, Luiza Francisca de Carvalho, Anna Joaquina de Carvalho e Rosa Auta de Carvalho, filhos de meu finado irmão Arnaldo; ...”
Notas sobre Manuel Antônio de Carvalho: Gêmeo de Josefa Maria dos Santos.
Notas sobre Eulália Carolina de Sousa Carvalho: Veja família de B.1.1.3
Notas sobre Francisca Celecina de Carvalho: Em 1855, conforme o Livro de Registro Paroquial de Terras de Oeiras – PI, possuía terras nas fazendas Mucambo e Moreira, havidas por herança paterna.
Notas sobre Teotônio de Sousa Mendes: Combateu durante a revolta denominada Balaiada e esteve no exercício da presidência da Província do Piauí em 1869 e em 1872, quando era vice-presidente.
Em 1856, conforme consta no Livro de Registro Paroquial de Terras de Oeiras, possuía “na fazenda denominada Tamboril, Papagaio, ou Caldeirão, hoje conhecida por Genipapinho, huma posse de terra havida por herança de seu sogro o Coronel Raimundo de Sousa Martins, a qual fazenda extrema ao Nascente com as fazendas Limoeiro, ou Fava, e Água Verde, ao Poente com a Fazenda Ilha, ao Sul com a Fazenda Campo Largo, ao Norte com as fazendas Serra e Torta”. Possuía, da mesma forma, uma posse de terra na Fazenda Tranqueira.
Notas sobre Maria Teresa de Sousa Mendes: Veja família de B.1.1.6
Notas sobre Rosa Francisca da Conceição: Fazenda Peixe, Jaicós - PI. Rosa era conhecido como Rosa Maria, entretanto, no registro de um batismo, ocorrido em Jaicós em 1840, onde ela e seu marido foram padrinhos, tendo como procurador seu filho Claro Mendes, seu nome é citado como Rosa Francisca.
Notas sobre Francisco José de Carvalho: Foram testemunhas de seu casamento o Alferes José Ferreira de Carvalho e Marcos Francisco de Araújo Costa, conforme Livro de Registro de Casamentos dos anos de 1766 a 1788, fl. 108, da freguesia de Oeiras - PI, no qual consta que seus pais já eram falecidos, na ocasião.
Notas sobre Ana Maria do Rosário e Souza: (ou Ana Teresa de Jesus).
Notas sobre Claro Mendes de Carvalho: “Vigário Collado da freguesia de Jaicós-PI”, a partir de 1850.
Em 22 de abril de 1880, escreveu matéria publicada no jornal “A Imprensa”, de Teresina, edição nº 640, onde rebate críticas feitas a ele pelo primo Raimundo José de Carvalho e Sousa, da qual se extrai o seguinte: “ Tendo lido na “Epoca”, nº 98 de 21 de fevereiro um artigo sob a assignatura do coronel Raimundo José de Carvalho e Sousa, em que audaz e descaradamente mente, como é de seu costume, que sua intriga comigo foi por causa da professora d’aqui, vejo-me forçado vir a imprensa fazer saber ao publico o motivo de nossa intriga. Quando cheguei a esta villa, em julho de 1849 do Maranhão, onde estive alguns annos, já encontrei o Sr Carvalho e Souza intrigado com seu tio, padrinho, e sogro, meo pai Francisco José de Carvalho, de saudosa memória, pelas questões do Capitão Vicente da Costa Velloso, com a gente dos Patos, e a do capitão José Florentino com o capitão José Damasceno, por ser um, por um lado, e outro por outro, ...”. Acrescenta, que tentou acabar a intriga, “mas não tardou que ele Carvalho e Sousa se intrigasse com meu irmão Raimundo Mendes de Carvalho, que morava em minha casa, estudando latim comigo em 1856, por ciúmes de sua amasia de quem tem porção de filhos, ...”. Diz ainda: “O coronel Carvalho e Souza desde aqulle tempo que é intrigado com todos nós, de sorte que ainda hoje não corteja meu irmão Raimundo Mendes de Carvalho, actual juiz de direito do Amarante, e meo pai morreo em julho de 1866, sem ir a casa um do outro, e não se cortejavão, pelo que conhecerá o publico que o coronel Carvalho e Sousa é o motor destas intrigas entre a família que tem sido bem prejudicial, mas ele assim o quer, ...”.
Faleceu a 8 de março de 1905, conforme o seguinte registro: “Aos dezesseis dias do mês de março de mil novecentos e cinco, nesta cidade de Jaicós, Estado do Piauí, Parochia de Nossa Senhora das Mercês, em meu cartório, a rua da Gloria, compareceu o Te Cel Aristides Mendes de Carvalho, e disse que nesta cidade de Jaicós, no dia oito do corrente mez e anno, as doze horas e quarenta e cinco minutos da manhã, faleceu, de congestão, seu tio Conego Claro Mendes de Carvalho, Vigario Collado desta Freguezia, na idade de oitenta e quatro annos incompletos, filho legítimo do Te Francisco José de Carvalho e Dª Roza Francisca da Conceição, ambos falecidos, sendo-lhe sepultado na Igreja Matriz desta cidade, no dia seguinte ao do seu falecimento em um dos lados do altar mor, isto é do Evangelo; que o mesmo Conego Claro deixou em puder do signatário deste registro testamento aberto. Em firmeza ...”
Notas sobre Carlos Mendes de Carvalho: Em 1855, conforme o Registro Paroquial de Terras de Oeiras – PI, tinha posses de terras na fazenda Sucuriú e na fazenda Mucambo, nesta havidas por herança paterna de sua mulher. Em 7 de abril de 1856, também, declarou possuir uma posse no Riacho Fundo, que fez parte da Fazenda Sucuriú, havida por compra e que limita “ao Nascente com a fazenda Itans, ao Poente com a fazenda da Sucuriú, ao Sul com a fazenda do Curralinho, ao Norte com a mesma fazenda do Itans”.
Sua tia, Anna Joaquina da Conceição deixou em testamento: ” ... instituo meus herdeiros aos meus sobrinhos . . .; Carlos Mendes de Carvalho, Arnaldo Mendes de Carvalho, Raimundo Mendes de Carvalho, Anna Maria do Rozario e Ricardina Francisca de Carvalho e Souza, filhos de meu irmão Francisco José de Carvalho; ..., que terão iguaes quinhões”.
Notas sobre Raimundo José de Carvalho e Sousa: Coronel da Guarda Nacional, foi deputado provincial. Esteve envolvido em intrigas políticas e familiares, inclusive com seu tio, padrinho e sogro Francisco José de Carvalho, como se vê na biografia do filho deste, Cônego Claro Mendes de Carvalho, cunhado de Carvalho e Sousa.
Em 1879, após ser acusado na imprensa de haver, “por meios enganosos”, se tornado em testamento herdeiro de sua tia e madrinha, Ana Joaquina da Conceição, divulgou nota no jornal “A Época”, de Teresina, da qual se extrai os seguintes tópicos e a cópia do testamento. “Felizmente o testamento de que falou o meu gratuito calumniador, se acha no cartório deste termo, e da certidão que abaixo vai publicada, verá o público de quanto é capaz o vil articulista. Minha madrinha legou sua pequena fortuna repartidamente por muitos de seus sobrinhos, e se não incluira em seu testamento meu cunhado o Conego Claro, a quem se diz fraudulentamente fiz excluir, não contemplou tambem ao meu mano Manoel Irinêo, e assim entendeo por serem estes dois: o primeiro vigário e sem precisões, e o segundo possuir boa fortuna e não ter filhos. R. J. de Carvalho e Souza” – - “Certifico que revendo o testamento de que trata o supplicante, dele consta o requerido pelo mesmo do theor seguinte: Deixo aos netos de minha irmã Quiteria cem cabeças de gados e nove éguas; duzentos mil reis a minha sobrinha Carolina, filha de minha irmã Leocádia; cincoenta mil reis de terras na fazenda Ingá a Manoel José dos Santos, filho de Hygina; vinte cabeças de gado, três varas de cordão e um par de argolas de ouro a minha sobrinha Raimunda; duas vara de cordão e um coração de ouro a minha sobrinha Leocádia, filhas ambas de minha sobrinha Anna Joaquina dos Humildes; cem mil reis em bens a Delmira, filha do finado Antônio José Gomes, e duzentos mil reis de esmolas aos pobres. Declaro que depois de pagas as dividas de meu casal, cujos bens ainda achão-se indivisos, e satisfeitos todos os meus legados, do remanescente, instituo meus herdeiro aos meus sobrinhos Joaquim José de Carvalho, Raimundo José de Carvalho e Souza, Maria do Rozario, Luiza Francisca de Carvalho, Anna Joaquina de Carvalho e Rosa Auta de Carvalho, filhos de meu finado irmão Arnaldo; Carlos Mendes de Carvalho, Arnaldo Mendes de Carvalho, Raimundo Mendes de Carvalho, Anna Maria do Rozario e Ricardina Francisca de Carvalho e Souza, filhos de meu irmão Francisco José de Carvalho; Manoel Antônio de Carvalho, Jesuino Antõnio de Carvalho, Raimundo Antônio de Carvalho, filhos de meu finado irmão João Antônio; Antônio Rodrigues de Carvalho, Vctalina e Secundina, filhos de meu irmão Gabriel José de Carvalho, e Anna Joaquina dos Humildes, filha de minha irmã Leocádia, que terão iguaes quinhões. Nada mais se continha em dito testamento em relação ao requerido – Jaicós, 3 de outubro de 1879 – Eu Francisco José de Moura Leal, escrivão o escrevi”.
Notas sobre Arnaldo Mendes de Carvalho: Em 31 de maio de 1856, possuía oito posses de terras, segundo declarações constantes do Livro de Registro Paroquial de Terras de Jaicós–PI, sendo:
– Uma na fazenda Boa Esperança, limitando-se com as fazendas, ao Nascente com a Canabrava, ao Poente com a Capivara, ao Norte com a São João e ao Sul com a Serra;
– Uma na fazenda Caldeirão, limitando-se ao Nascente com a Serra Grande, ao Poente com a Mamonas, ao Norte com a Serra e ao Sul com a do Salgado.
– Uma na fazenda Jatobá, limitando-se com as fazendas, ao Nascente com a São Bento, ao Poente com Ambrósio, ao Norte com as Gerais e ao Sul com a Vila.
– Cinco na fazenda São Bento, limitando-se com as fazendas, ao Nascente com a São João, ao Poente com Jatobá, ao Norte com Cocos e ao Sul com Sítio.
Notas sobre Francisco de Sousa Mendes: Foi secretário das juntas de governo instaladas a 26-10-1821 e 07-04-1822.
Notas sobre Cinobilino Ferreira de Carvalho: Casou em desobriga na fazenda Riachão. Foram testemunhas, Manoel Inácio de Araújo Costa e Manoel Inácio de Sousa Martins.
Notas sobre Ivo José de Carvalho: Em 1855, conforme o Livro de Registro Paroquial de Terras de Oeiras – PI, possuía terras nas fazendas Mucambo e Moreira, havidas por herança paterna.
Notas sobre Antônio de Sousa Mendes: Oficial do Exército, serviu com bravura, nos postos de tenente e capitão nas guerras da Independência e da Balaiada, nesta inclusive substituindo seu primo, o Major Manuel Clementino de Sousa Martins, no comando das forças combatentes, quando da morte deste, a 14 de setembro de 1839, no combate do Baixão.
Foi comandante das armas e da polícia da Província do Piauí. Era Oficial da Ordem do Cruzeiro e Comendador das de São Bento de Aviz e de Cristo.
No Livro de Registo Paroquial de Oeiras consta que, em 25 de março de 1856, Teotônio de Sousa Mendes, "na qualidade de Procurador de seu irmão o Tenente Coronel Antônio de Sousa Mendes, declara que o dito seu irmão possui na fazenda denominada Riachão desta freguesia de Nossa Senhora da Victoria três posses de terras, sendo duas havidas por herança Paterna, e Materna, e a outra por troca que fez com outro herdeiro, a qual Fazenda posto que não foi demarcada, todavia tem Sesmaria e extrema ao Nascente com a Fazenda Caximbo ou Boa Vista, ao Poente com as Fazendas Salinas e Tatú, ao Sul com as Fazendas Riacho dos bois e Sitio, e ao Norte com as Fazendas Alegre e Taboleiro ou Aldeia".
Notas sobre Feliciana de Sousa Martins d’Eça: Veja família de N.4.3
Notas sobre Simplício de Sousa Mendes: Foi diretor da Instrução Pública do Piauí, presidente da Câmara Municipal de Teresina e deputado geral na Legislatura de 1861/63, presidiu a província, como vice-presidente, em 1853, 1858, 1868 e 1869.
Em sua homenagem o povoado Barreiro Branco foi denominado de Simplício Mendes pela Lei Estadual nº 376, de 15-07-1905, que elevou o referido povoado à categoria de vila e município, tendo sido essa assinada pelo seu filho, o governador Álvaro Mendes. Em 26-06-1931, Simplício Mendes perdeu sua autonomia administrativa, voltando a ser Distrito de Oeiras, mas em 04-09-1933 o Governador Landri Sales devolveu essa autonomia através do Decreto-Lei nº 1478.
Notas sobre Antônio de Sousa Mendes Junior: Formou-se na Faculdade de Direito de Olinda, recebendo o grau de Bacharel, em 1848. Foi juiz de direito de Teresina. Exerceu o cargo de Desembargador nos estados do Pará e do Ceará. Foi ministro do Supremo Tribunal Federal (1891-1892).
Primeiro piauiense a ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Notas sobre Evaristo de Sousa Mendes: Comandou a Polícia do Piauí.
Notas sobre Antônio Gentil de Sousa Mendes: Grande orador, foi deputado provincial e secretário de governo no Piauí.
Notas sobre Maria dos Anjos: Viúva de Álvaro, casou-se com Pedro.
Notas sobre Francisca de Sousa Mendes: Nascida na cidade de Oeiras, quando o seu bisavô Manuel de Sousa Martins ainda governava a Provínicia. Em sua juventude, seu genitor tinha a intenção de casá-la com um primo da mesma família Sousa Martins; contudo, a amizade de infância entre sua mãe e a senhora também oeirense Vitalícia N. Nogueira, conduzia ao casamento entre os filhos de ambas. Devido ao matrimônio, Francisca passou a residir na cidade natal do esposo, onde era carinhosamente chamada pelos sogros de "Viscondesinha", em alusão ao ilustre bisavô. Francisca, vizitava com regularidade os seus familiares em Oeiras, chegando a fazê-lo inclusive na companhia do filhos, nora e das netas. Faleceu na sua residência em Valença, na manhã do aniversário de sua nora, em companhia de suas netas Maria e Francisca Campelo - ocasião em que seu filho Antônio estava ausente.
Notas sobre Menandro de Sousa Mendes: Faleceu solteiro.
Notas sobre João Batista de Sousa Mendes: Foi comandante geral da Polícia do Piauí, em 1823.
Notas sobre Joaquim de Sousa Martins: Foi o comandante das armas da Província do Piauí, de 24 Jan 1823 a 23 Mar 1825. Foi membro da Junta do Governo Provisório de 24 Jan 1823 a 19 Set 1824. Em 1820 era proprietário das fazendas Terra Nova e Carnaíba.
No seu registro de batismo consta: "aos quatorze de dezembro de 1774, na fazenda Terra Nova ribeira do Itaim, batizei solenemente e pus os santos óleos a Joaquim, filho legítimo de Manoel de Sousa Martins e de Ana Rodrigues Coelho, moradores na dita fazenda, foi padrinho o mesmo batizante e Quitéria Vieira de Carvalho, solteira, moradora na fazenda da Volta ribeira do Canindé, por seu procurador Faustino Correia Jaques".
Notas sobre Maria Josefa de Sousa Martins: Veja família de N.1.3
Notas sobre Francisco de Sousa Martins: Bacharel pela Faculdade de Direito de Olinda e Recife, turma de 1832. Fez os seus estudos secundários no Rio de Janeiro e iniciou os Superiores na Universidade de Coimhra, Portugal, interrompendo-os quando, por motivo de ordem política, teve de regressar ao Brasil. Foi juiz de direito em Oeiras e juiz dos feitos da fazenda e chefe de polícia no Rio de Janeiro. Em 1834 é eleito deputado à Assembléia Geral pelo Piauí e depois reeleito em mais três legislaturas. Magistrado íntegro, jornalista brilhante e acatado, grande ilustração, principalmente em administração e finanças. Mais de uma vez, segundo Pereira da Costa em sua Cronologia Histórica do Estado do Piauí, recusou a pasta da Fazenda. Ainda em 1834, com apenas 29 anos, foi nomeado presidente da Província da Bahia e depois, em 1839, presidente da do Ceará, cargos em que se houve com o brilhantismo que lhe era peculiar no exercício das funções públicas. Distinguiu- se também como escritor e orador. Era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Foi sepultado na Igreja do Coração de Jesus em Picos, PI. Não deixou descendentes.
Notas sobre Antônio Coelho Rodrigues: Coelho Rodrigues era bisneto do português Valério Coelho Rodrigues por parte do seu 7º filho, Manuel Coelho Rodrigues.
Nasceu em 1846, na fazenda "Boqueirão", pertencente à Oeiras, depois passando ao município de Picos quando este se tornou independente. Faleceu, em 1912 no Rio de Janeiro
Quanto a seus estudos, escreve o historiador Joaquim Chaves: "Morrendo-lhe o pai, sua mãe mandou-o para a escola do Padre Joaquim Damasceno Rodrigues, seu primo, que funcionava numa fazenda de seu trisavô e que é hoje a cidade de Paulistana-PI. Ali estudou português, aritmética, francês e latim até o ano de 1859".
Se até os 14 anos vivera no interior do Piauí, sua província natal, na fazenda "Boqueirão", o fato de ter ingressado em 1862, com apenas 16 anos de idade na Faculdade de Direito do Recife, a mais famosa do Brasil, onde estudaram Tobias Barreto, Castro Alves, Clodoaldo Freitas e Sílvio Romero, entre tantas outras sumidades, reveste-se de uma enorme singularidade.
Depois de formado, retorna ao Piauí, aonde desenvolve intensa atividade política, jurídica e jornalística. Torna-se membro do Partido Conservador, onde se destaca pela defesa da abolição da escravidão. Em 1867, funda em Teresina o jornal O Piauhy, que era ligado ao Partido Conservador. Aos 23 anos de idade, é eleito para a Assembleia Geral Legislativa do Império, como Deputado Geral, para a legislatura de 1869 a 1872. Ainda em Teresina, funda a chamada sociedade Manumissora, em 1870, com a finalidade de apoiar a abolição (AGUIAR, 1996). Ainda em 1870, retornou ao Recife para se doutorar em Ciências Jurídicas. Em 12 de julho de 1890 foi contratado pelo governo do marechal Deodoro da Fonseca para redigir o Projeto de Código Civil da República, esta foi, sem dúvida, a maior contribuição de Coelho Rodrigues. Para realizar o referido projeto, Coelho Rodrigues demite-se dos empregos que possui e viaja para a Suíça, onde pesquisa e trabalha. Segundo Brandão (1998, pag. 52) "este fato repercute negativamente", pois seus opositores acreditavam que a influência europeia incidiria negativamente sobre a nacionalidade da obra. Entregue em fevereiro de 1893, o documento, que tinha como "fonte imediata o Código Civil de Zurique" (AGUIAR, 1996), com 2.734 artigos, não logrou aprovação em decorrência da mudança de governo, das consequentes alterações nos conceitos políticos e filosóficos que orientavam a nova administração, além das inimizades que acumulara com membros da comissão revisora do projeto. Em 1904, Coelho Rodrigues escreve a primeira edição de sua obra intitulada A República na América do Sul. O autor inicia o texto em tom de cobrança afirmando que, considerando que a república havia sido proclamada há cerca de 15 anos e a constituição havia sido promulgada a mais de treze, "já é tempo de pedir-lhes contas dos seus resultados" (COELHO RODRIGUES, 1906, pag. 01). Afirma que o povo assistiu à proclamação da República em tom de indiferença, não fez festa nem tampouco resistiu a ela. Esse tom de cobrança se estende por toda a obra, inclusive quando o autor atenta para questões voltadas para a organização e a educação da família e demonstra as razões pelas quais considera, nesse aspecto, os anglo saxões superiores aos brasileiros. Nesse sentido, Coelho Rodrigues faz duras críticas à educação e a herança necessária, quanto a esta última o autor considera que "os bons filhos não precisam e os maus não merecem esse favor da lei" (COELHO RODRIGUES, 1906, pag. 61).
Em resumo, ele foi uma das figuras mais destacadas da História do Brasil, no Império, penetrando por vários anos e pelos primeiros da República, tudo pela cultura, saber jurídico, competência e habilidade, na atuação política, foi Deputado Geral nas legislaturas (1869-1872) e (1878 - 1886), Senador do Império de 1893-1896, e Prefeito do Rio de Janeiro (1900-1903).
Notas sobre Delfina Dantas: Gameleira, Picos-PI.
Notas sobre Maria Raimunda de Sousa Martins: Veja família de B.1.2.2
Notas sobre Conrado de Sousa Martins: Faleceu solteiro.
Notas sobre Francisco de Sousa Martins: Foi Juiz de Direito em Floriano-PI.
Notas sobre Homero de Sousa Martins: Veja família de B.3.12.5
Notas sobre Maria Vieira de Carvalho: Primeira esposa de Raimundo.
Notas sobre Elias de Sousa Martins: Comandante Superior da Guarda Nacional. Foi sepultado na capela do Cemitério do Santíssimo Sacramento, em Oeiras.
Segundo declaração que consta na fl 117v do Livro de Registro Paroquial de Terras de Oeiras, datada de 20 de abril de 1856, possuía uma posse de terra na fazenda das Tranqueiras, havida por herança.
Notas sobre Dorotéia Maria de Santana: Veja família de B.1.1.1
Notas sobre Justina: Registro de batismo: “Aos dezesseis dias do mês de maio de mil oito centos quarenta e três, em desobriga na fazenda Tranqueira, nesta freguesia de Nossa Senhora da Victoria do Piauhi Bispado do Maranhão, com licença minha o Reverendo Frei Dorotheo Missionário baptizou Solemnemente e pois os Santos Oleos a Justina: branca com cinco meses, filha legítima de Elias de Souza Martins e de Maria Josefa da Purificação; forão Padrinhos Manoel Raimundo dos Santos, por procuração de Francisco Raimundo dos Santos, e Anna Joaquina dos Santos declaro que este baptizado foi feito na fazenda Cana brava. E para constar mandei fazer este termo que assigno. João de Souza Martins – Vigário Collado”.
Notas sobre Jesuino José de Freitas: Bacharel em Direito, Desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão.
Notas sobre Justino Augusto da Silva Moura: Membro da magistratura piauiense e do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí.
Notas sobre José de Sousa Martins: Membro das Ordens da Rosa, de Cristo e do Cruzeiro. Tomou parte nas guerras da Independência e da Balaiada, prestando relevantes serviços ao Piauí, notadamente como comandante da Coluna Oeste, na última das guerras citadas. Foi também prefeito de Pamaguá.
Notas sobre Teresa de Sousa Martins: Faleceu ainda criança.
Notas sobre Homero de Sousa Martins: Foi deputado provincial.
Notas sobre Eliseu de Sousa Martins: Era trineto do português Valério Coelho Rodrigues por parte da sua filha Ana Rodrigues de Santana.
Nasceu na fazenda Tranqueira, que fora adquirida por compra por seu trisavô Valério Coelho Rodrigues, situada à margem direita do rio Gurgueia, no município de Jerumenha, depois passando para o de Eliseu Martins (nome dado em sua homenagem) e atualmente pertencente ao de Colônia do Gurgueia, como fruto de desmembramentos territoriais e emancipações políticas de novos povoados.
Iniciando as primeiras letras na casa paterna, mais tarde Eliseu de Sousa Martins muda-se para o Recife, onde bacharela-se em Direito no ano de 1866, na mesma turma de seu primo Antônio Coelho Rodrigues. Em 1873, doutorou-se em borlas e capelos pela mesma Faculdade de Direito do Recife.
De regresso ao Piauí, cumpre o seu destino de bacharel bem sucedido, em que aliou as ligações de família, aos laços de casamento, carisma, talento e sorte política. De imediato foi nomeado para cargo de promotor público da comarca de Amarante. Mais tarde, filiou-se ao Partido Liberal e assumiu a Secretaria de Governo do Piauí(1869). Foi o seu batismo na vida pública.
Ainda como fruto de sua estada no Recife, casa-se com Adelaide de Barros Barreto Martins, filha do marechal João do Rego Barros Falcão e de sua esposa Francisca de Paula Mena Barreto; neta pelo costado paterno de Francisco de Barros Falcão Lacerda Cavalcanti e Joana Quitéria de Barros Cavalcanti, naturais do Recife, membros de importantes famílias pernambucanas; e pelo costado materno neta de Gaspar Francisco Mena Barreto e Balbina Florinda Carneiro da Fontoura, todos descendentes de tradicionais troncos familiares gaúchos; um tio paterno de sua esposa foi o ministro Sebastião do Rego Barros, integrante do último ministério imperial. Desse consórcio teve oito filhos: Oscar, José, Maria, Dolores, Adelaide, Ester, Rita e Lúcia de Sousa Martins.
Ascendendo na carreira política, em 1878 foi nomeado presidente da província do Rio Grande do Norte, cuja gestão administrativa transcorreu de 1878 a 1879. Nesse tempo, enfrentou enormes dificuldades, em face de terrível seca que assolava o Nordeste, conhecida como "seca de 77", em verdade de 1876 a 1879, envidando todos os esforços para minimizar seus efeitos no sertão potiguar. No entanto, teve de enfrentar revoltas populares, porque em 27 de janeiro de 1879, um grupo de flagelados liderado pelo sertanejo Francisco Moreira de Carvalho, invade um depósito de mercadorias do governo na cidade de Areia Branca, sendo necessária a remessa de uma força policial formada por quarenta militares de Mossoró e dezenas de civis fortemente armados, para sufocá-la. Houve enfrentamento, derramamento de sangue, vinte mortes, entre essas a do delegado de Mossoró e de alguns soldados, bem como de diversos flagelados, além de inúmeros feridos. Foi quando, agindo com muita determinação, o presidente Eliseu Martins enviou para Areia Branca, uma tropa formada por cem policiais militares, comandada pelo chefe de polícia Joaquim Tavares da Costa Miranda, que pôs fim ao conflito.
Deixando a presidência do Rio Grande do Norte, por decreto de 25 de janeiro de 1879 foi nomeado presidente da província do Espírito Santo, prestando juramento perante a assembleia provincial e tomando posse do cargo em 7 de março do mesmo ano, demorando em seu exercício até 19 de julho do ano seguinte. Nesse ínterim, deu-se em 1.º de março, a inauguração da iluminação pública e a gás da cidade de Vitória, capital da província, com extensão às casas particulares. Digno de nota foi também o conflito que se instalou entre o presidente da província e a câmara municipal da vila do Espírito Santo, em outubro de 1879, em face dos vereadores terem se negado a dar-lhe algumas informações, tendo havido, inclusive, altercação na rua entre o presidente da província e o secretário da dita câmara, com suspensão dos vereadores por ato de 17 do indicado mês.
Todavia, o fato marcante da presidência do doutor Eliseu Martins no Espirito Santo, foi o seu empenho no desenvolvimento da educação, que para ele deveria ser obrigatória e gratuita. Ainda em 1879, construiu a "Casa de Instrução Pública", instituição laica. Em seu relatório do ano de 1880, defendeu uma reforma da instrução pública, que ainda usava métodos primitivos sendo que o ensino primário limitava-se "a ensinar mal a ler, escrever, contar e rezar" (MARTINS, 1880, p.2). E esse método deveria mudar, preparando-se melhor o professorado, para instruir a juventude de "todos os conhecimentos que são necessários ao homem", "qualquer que seja a sua condição, sem o que será infrutífero e não poderá nunca influir direta e positivamente no progresso da sociedade" (MARTINS, 1880, p. 2).
Essa sua crença na regeneração do homem pelo saber, vai conduzir toda a sua ação política. Encerrado seu governo permanece na província do Espírito Santo, agora no exercício do mandato de deputado provincial, para o qual foi eleito pela legenda do Partido Liberal, apresentando à Assembleia Legislativa Provincial em 10 de abril de 1882, conjuntamente com o deputado José de Mello Carvalho Moniz Freire, projeto relativo à reforma da instrução pública, para o qual convocara no mês de março os professores e alunos à discussão, visando dar novo formato ao modo como se preparavam os professores. Esse projeto sofreu severas críticas da oposição, sendo retirado de pauta (O Horizonte, 1882, nº 25, p. 2, nº 27, p. 3, apud SCHNEIDER).
Todavia, com a posse do intelectual Herculano Marcos Inglês de Sousa, na presidência da província, em 3 de abril daquele ano, a discussão de caráter educacional ganhou novo vigor. A Resolução Provincial nº 31, de 20 de maio de 1882, passou ao presidente da província a tarefa de conduzir o processo de criação do projeto que regulamentaria a reforma da instrução pública. E este, em 24 de maio, nomeou para auxiliá-lo uma comissão para a elaboração de estudos técnicos formada pelos doutores Eliseu de Sousa Martins, José de Mello Carvalho Muniz Freire, Francisco Gomes de Azambuja Meirelles, Alfredo Paulo de Freitas e o capitão Manoel Rodrigues de Campos. E o relatório apresentado foi aprovado a 15 de setembro, reorganizando a instrução pública na província.
Como reconhecimento pelo seu trabalho em prol da educação, por ato de 18 de outubro do referido ano de 1882, foi o doutor Eliseu Martins nomeado diretor dos estudos e presidente da Congregação dos Lentes do Atheneu, cargos que exerceu graciosamente.
Com a proclamação da República e convocadas as eleições para o Congresso Nacional Constituinte, em setembro de 1890 foi eleito senador pelo Piauí, tomando posse em 15 de novembro do mesmo ano. E durante os trabalhos de elaboração da primeira Constituição Republicana do Brasil, integrou, como primeiro-secretário, a Mesa Diretora da Constituinte. Depois de promulgada a Constituição em 24 de fevereiro de 1891, passou a exercer o mandato ordinário, em cujo exercício faleceu, no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1894, aos 52 anos de idade.
Eliseu Martins foi lembrado por seus conterrâneos que o homenagearam com o nome de uma cidade do centro-sul piauiense e a designação de uma das principais ruas de Teresina, capital do Estado. Foi uma bela homenagem a esse distinto homem público que consagrou toda a sua vida pública a serviço da instrução pública e da formação da juventude, porque acreditava que só através da educação estava o homem plenamente preparado para o exercício da cidadania.
Fontes:
LYRA, A. Tavares de. O Senado da República, de 1890 a 1930. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Vol 210. Rio de Janeiro: Jan/Mar, 1951.
MARTINS, E. de S. Relatorio apresentado á Assembléa Legislativa do Espirito-Santo em sua sessão ordinaria de 9 de março de 1880 pelo presidente da provincia, o exm. sr.dr. Eliseu de Sousa Martins. Victoria: Typ. da Gazeta da Victoria, 1880.
NEVES, Getúlio Marcos Pereira. O Acadêmico Inglês de Souza e a presidência da Província do Espírito Santo. In: Revista da Academia Espírito-santense de Letras, p. 55/58. Vitória: AEL, 2007.
SCHNEIDER, Omar; FERREIRA NETO, Amarílio; ALVARENGA, Jeizibel Alves. A escolarização e a sua obrigatoriedade: debates na província do Espírito Santo (1870-1880). Educação em Revista, v.28, n.02. p.175-202. Belo Horizonte: jun/ 2012.
Notas sobre Josefa Martins de Sousa: Transcrição do registro de casamento: "Aos dez dias do mês de setembro de 1786, na fazenda Boa Esperança, desta freguesia de Nossa Senhora da Vitória, desta cidade de Oeiras do Piauí, andando eu em desobriga e feitas as denunciações, conforme o Sagrado Concílio Tridentino, por testemunhas o Capitão Marcos Francisco de Araújo Costa, casado e o Capitão José Ferreira de Carvalho, também casado, pessoas conhecidas, este morador na Ipueira, aquele na sobredita fazenda Boa Esperança ... e por palavras de presente o Clemente Manoel de Sousa D’eça, filho de Manoel Rocha, já defunto e de Dona Ângela de Menezes, com Dona Josefa de Sousa de Santana, filha legítima de Manoel de Sousa Martins e de Anna Rodrigues de Santana, já defuntos, sendo ambos os nubentes naturais e moradores nesta freguesia de Nossa Senhora da Vitória. E para constar mandei fazer este Assento que assino. O Vigário Henrique José da Silva".
Notas sobre Maria do Rozário: Registro de batismo: “Aos seiz diaz do mês de janeiro de mil sete centos e oitenta e oito na Capella de Nossa Senhora do Ó da Villa de Valensa de minha licença Baptizou Solemnemente e pos os santos óleos o Reverendo Vigário da dita villa João José de Siqueira Tavira d’Essa a inocente Maria do Rozario nascida a vinte e seis de junho do anno de oitenta e sete; filha legítima do Tenente Manoel de Souza d’Essa, e de Dona Jozefa de Souza de Santa Anna moradores na Fazenda da Terra Nova Ribeira do Itaim Parochianos desta Freguezia; Forão Padrinhos o Capitão Marcos Francisco de Araujo Costa e sua mulher Dona Maria Rodrigues de Santa Anna, por Procuração que por elles apresentarão o Reverendo João José de Siqueira Tavira d’Essa, e Dona Arcangela Maria Angelica de Menezes moradores na dita villa de Valensa; de que para constar mandei fazer este assento que assigno. O Vigario Encomendado Henrique Joze da Silva”.
Notas sobre Fellippe: Registro de batismo: “Aos vinte dias do mês de fevereiro de mil sete centos e noventa na fazenda da Boa esperança da Ribeira do Itaim o Padre Aniceto Ribeiro de Almeida de licença minha baptizou solemnemente, e pos os santos óleos a Fellippe filho legítimo de Manoel de Souza de Eça e de Jozefa de Souza de Santa Aana. Forão Padrinhos Manoel de Souza Martins e Anna Maria de Santa Anna, de que para constar fiz este assento que assigno. O Vigario Dionizio Joze de Aguiar”.
Notas sobre Feliciana de Sousa Martins d’Eça: Faleceu de parto, assim como a criança.
Notas sobre Antônio de Sousa Mendes: Veja família de N.2.6
Gerações | Pessoas | Casamentos | Pessoas c.c/outros Descendentes |
---|---|---|---|
Filhos | 4 | 6 | 0 |
Netos | 35 | 36 | 3 |
Bisnetos | 101 | 102 | 18 |
Trinetos | 352 | - | - |
Totais | 492 | 144 | 21 |
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Evento reúne descendentes de Valério Coelho
Uma missa campal, seguida de cerimônias de entrega de medalhas,
marcou a celebração dos 310 anos do colonizador português Valério Coelho Rodrigues,
um dos principais patriarcas do Nordeste.
As comemorações ocorreram durante o 2º Encontro Nacional dos Descendentes de Valério Coelho,
realizado sábado (2/9), no município de Paulistana – a 450 quilômetros de Teresina.
O evento relembrou fatos históricos do início da povoação de Paulistana,
há cerca de 300 anos, comandada pelo Capitão da Coroa Portuguesa Valério Coelho Rodrigues,
“Patriarca do Sertão”.
Foi o segundo encontro da família Coelho Rodrigues. O primeiro ocorreu em 2013,
por ocasião dos 300 anos de nascimento do colonizador lusitano. ...
Felipe Mendes recebe Título de Cidadania em Piracuruca
O professor e acadêmico
Felipe Mendes
recebeu o título de Cidadão Honorário de Piracuruca em sessão solene da Câmara Municipal
realizada na noite desta sexta-feira (28/07), no Auditório Lourdinha Brandão.
Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da Câmara, vereador José Cardoso, o Zé Batata.
O título de cidadania para Felipe Mendes foi aprovado em 1991,
por proposição do vereador Clidenor Cerqueira, já falecido.
O presidente da Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares, participou da cerimônia.
Também prestigiaram a sessão o cirurgião dentista e professor universitário Gilberto Mendes,
o engenheiro civil e professor Paulo de Tarso Cronemberger e o juiz Marco Antônio Mendes Moura,
respectivamente irmão e sobrinhos do homenageado.
Vários outros amigos de Felipe Mendes, entre eles o ex-vereador Manoel Divino, participaram da homenagem. ...
Juiz João Gabriel Baptista é eleito novo desembargador do TJ
João Gabriel Furtado Baptista
se emocionou e agradeceu ao pleno pela votação que obteve.
O desembargador destacou que irá buscar agir com equilíbrio
O juiz João Gabriel Furtado Baptista foi eleito na manhã desta segunda-feira (3)
o novo desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI).
Ele o obteve a maior avaliação entre os nove inscritos na disputa.
A sessão no pleno do TJ durou cerca de três horas.
O novo desembargador ocupava atualmente a 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública.
A data da posse ainda vai ser marcada pela presidência do TJ.
Resultado final:
João Gabriel Furtado Baptista – 192 pontos
Lucicleide Pereira Belo – 186 pontos
José Vidal de Freitas Filho – 181 pontos
...
Fonte: Cidade Verde
Acadêmico lança no Salipi o livro mais pesquisado sobre o Piauí
O livro “Economia e Desenvolvimento do Piauí”, lançado em segunda edição no 20º Salão do Livro do Piauí (Salipi),
é o mais citado nas pesquisas bibliográficas sobre o Estado.
O autor da obra é o economista, professor e acadêmico Felipe Mendes,
que fez a apresentação do livro no Bate-Papo Literário do Salipi, seguida de debate.
O livro foi publicado pela Editora da Universidade Federal do Piauí (EDUFPI),
através de convênio com a Academia Piauiense de Letras.
A primeira edição saiu em 2003 e foi publicada pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves.
A nova edição é revista e atualizada....
Pesquisadora brasileira residente na Itália descobre os verdadeiros pais da esposa de Valério Coelho
Por José Carmoberto Costa
26 de abril de 2022, foi um dia especial para os descendentes de Valério Coelho Rodrigues,
com a descoberta feita pela genealogista Ivonete da Paixão Sousa, de um documento existente
no Arquivo Histórico do Maranhão, onde consta que Domiciana Vieira de Carvalho era filha de
Hilário Vieira de Carvalho e de Maria do Rego Monteiro. Até então, ela era considerada
filha de José Vieira de Carvalho e de Maria Freire da Silva...
Luiz Ayrton toma posse na Academia de Medicina do Rio
O médico, professor e escritor
Luiz Ayrton Santos Júnior,
tomou posse ontem (07/04), à noite, como membro honorário da Academia de Medicina do Rio de Janeiro.
A sessão solene de posse dos novos membros titulares e honorários da Academia foi realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo.
Os convites para a cerimônia foram assinados pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, e pelo presidente da Academia de Medicina do Rio de Janeiro,
acadêmico Euderson Kong Tourinho.
Luiz Ayrton integra a Academia Piauiense de Letras, onde ocupa a Cadeira 16, e a Academia de Medicina do Piauí, da qual já foi presidente.
Descendentes de Valério Coelho criam associação e site
A partir de agora, informações sobre um dos troncos mais antigos das famílias do Piauí podem ser acessadas
através de um site recém-criado pela Associação dos Descentes de Valério Coelho - ADVC.
A associação foi fundada no início deste ano, com o objetivo de cuidar da preservação
da história do português Valério Coelho Rodrigues e de seus descendentes.
O seu primeiro presidente da entidade é
Josinaldo Miguel de Sousa.
São considerados sócios-fundados todos que se cadastraram até 31 de maio...
307 anos do Capitão Valério Coelho Rodrigues
Por José Jivonildo Damasceno
Em 03 de setembro de 1713, na Freguesia de São Salvador do Paço de Sousa,
cidade do Porto, Portugal, nascia Valério Coelho Rodrigues, filho de Domingues Coelho e de Águeda Rodrigues,
Neto de Francisco Coelho com Maria Ferreira pelo lado paterno e de Bento Rodrigues com Isabel Antônia pelo lado materno.
Valério Coelho tinha três irmãs e um irmão...